Outramente – tradução nos limites político-retóricos da fidelidade e da sobrevivência

Piero Eyben

Resumo


Tendo como ponto de partida uma linha da Antígone, de Sófocles, traduzida por Hölderlin e depois retrabalhada à exaustão por Heidegger em seu controverso curso de verão em 1942 sobre o hino do poeta alemão, Der Ister, pretendo nesse trabalho discutir estas duas instâncias derridianas (fidelidade e sobrevivência) como possíveis indecidíveis da tradução e de toda crítica de tradução. O estranho e a estrangeiridade do outro recebido pelo texto traduzido será, portanto, o foco a ser abordado nesse ensaio, intentando (re)pensar o ato tradutório como uma busca perdoável (e, logo, inscrita no perjúrio do texto outro) da escritura e de seus liames e limites


Palavras-chave


Tradução; Fidelidade; Estrangeiro; Sobrevivência; Desconstrução

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DOI: https://doi.org/10.5007/2175-7968.2014v1n33p15



Cadernos de Tradução, Florianópolis, Santa Catarina, Brasil. ISSN 2175-7968.