A língua de Hércules: força e eloquência no Brasil do século XVI

Autores

  • Luciana Villas Bôas Universidade Federal do Rio de Janeiro

DOI:

https://doi.org/10.5007/2175-7968.2014v3nespp122

Palavras-chave:

Tradutores, Colonialismo, Retórica, Política, Anatomia

Resumo

Seguindo a antiga tradição retórica do corpo como metáfora para representar o reino e o Estado que governa, a palavra portuguesa língua estabelece-se no século XVI para designar os intérpretes do além-mar, os línguas do reino. Enquanto vários estudos tratam da interseção entre imaginário político e anatômico do período, poucos se detém em conceitos e contextos discursivos específicos. Com base em uma variedade de materiais oriundos de experiências coloniais no Brasil, este trabalho estabelece um nexo entre a semântica histórica da palavra língua e diferentes modelos de governo colonial.

Biografia do Autor

Luciana Villas Bôas, Universidade Federal do Rio de Janeiro

Formação em Língua Portuguesa e Literaturas de Língua Portuguesa, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Mestrado e Doutorado em Literatura Comparada e Germanística, Columbia University, Nova York. Pós-doutorado em Letras, Instituto Peter Szondi, Freie Universität Berlin. Professora do Departamento de Letras Anglo-Germânicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil. E-mail: l.villasboas@uol.com.br

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Publicado

2014-10-30