Tradução literária e discussão estética: Criando e recriando felicidade

Autores

  • Leila Cristina Mello Darin Pontifícia Universidade Católica de São Paulo

DOI:

https://doi.org/10.5007/2175-7968.2015v35n1p36

Palavras-chave:

Tradução Literária, Katherine Mansfield, Ana Cristina Cesar, “Bliss”, “Êxtase”

Resumo

Este artigo procura mostrar que o exame crítico do processo de tradução literária pode contribuir de forma significativa para a compreensão do processo que conduz à criação de obras poéticas. O material literário que inspira essa discussão é a tradução para o português do conto “Bliss” (1918), da escritora neozelandesa Katherine Mansfield, realizada pela poeta brasileira Ana Cristina Cesar. São também consideradas para análise as 80 notas que a tradutora elaborou a respeito de sua versão do conto, intitulada Êxtase, as quais elucidam e ilustram os critérios que norteiam suas soluções tradutórias. A discussão corrobora a tese de que criar e recriar são atividades afins, guiadas por princípios estéticos que revelam uma grande paixão pelas palavras.

Biografia do Autor

Leila Cristina Mello Darin, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo

Possui graduação em Língua e Literatura Inglesas pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1977), mestrado em Linguística Geral Descritiva e Aplicada
- Exeter University (1986) e doutorado em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1993). Atualmente é professora titular da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, onde ministra aulas no
curso de Letras-Tradução Inglês/Português. São Paulo, São Paulo, Brasil. E-mail: ldarin@uol.com.br

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Publicado

2015-04-13