Dickens em transmutação: A tradução da simbologia dos espíritos em Um Conto de Natal para o cinema.

Renata de Oliveira Mascarenhas

Resumo


O livro Um Conto de Natal de Charles Dickens (1991a e b) tem sido significativamente traduzido para o sistema audiovisual. Partimos do pressuposto que a grande difusão da referida obra se deve ao fato de lidar com temas universais tais como generosidade e redenção. O avarento Scrooge (protagonista), numa noite de Natal, tem a chance de refletir sobre seu comportamento após a visita de três espíritos: do Natal Passado, do Natal Presente e do Natal Futuro. Dickens cria uma relação simbólica entre os espíritos e o tempo, mostrando que o Espírito Natalino deve ser uma constante (passado, presente e futuro) na vida das pessoas. Nosso objetivo é analisar as estratégias utilizadas por Edwin L. Marin (1938) para traduzir essa simbologia do livro para o filme. Esta análise levou-nos a observar que a representação simbólica dos textos é estabelecida de forma distinta, devido às particularidades dos sistemas (literário e cinematográfico) e às escolhas individuais do escritor e do tradutor. Consideramos a construção da simbologia em cada texto como um processo de semiose contínuo motivado tanto pelas características de cada meio, quanto pelo contexto histórico.

Palavras-chave


tradução audiovisual, literatura, simbologia, tradução intersemiótica.

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DOI: https://doi.org/10.5007/%25x



Cadernos de Tradução, Florianópolis, Santa Catarina, Brasil. ISSN 2175-7968.