Dickens em transmutação: A tradução da simbologia dos espíritos em Um Conto de Natal para o cinema.

Autores

  • Renata de Oliveira Mascarenhas Universidade Estadual do Ceará

DOI:

https://doi.org/10.5007/%25x

Palavras-chave:

tradução audiovisual, literatura, simbologia, tradução intersemiótica.

Resumo

O livro Um Conto de Natal de Charles Dickens (1991a e b) tem sido significativamente traduzido para o sistema audiovisual. Partimos do pressuposto que a grande difusão da referida obra se deve ao fato de lidar com temas universais tais como generosidade e redenção. O avarento Scrooge (protagonista), numa noite de Natal, tem a chance de refletir sobre seu comportamento após a visita de três espíritos: do Natal Passado, do Natal Presente e do Natal Futuro. Dickens cria uma relação simbólica entre os espíritos e o tempo, mostrando que o Espírito Natalino deve ser uma constante (passado, presente e futuro) na vida das pessoas. Nosso objetivo é analisar as estratégias utilizadas por Edwin L. Marin (1938) para traduzir essa simbologia do livro para o filme. Esta análise levou-nos a observar que a representação simbólica dos textos é estabelecida de forma distinta, devido às particularidades dos sistemas (literário e cinematográfico) e às escolhas individuais do escritor e do tradutor. Consideramos a construção da simbologia em cada texto como um processo de semiose contínuo motivado tanto pelas características de cada meio, quanto pelo contexto histórico.

Biografia do Autor

Renata de Oliveira Mascarenhas, Universidade Estadual do Ceará

Possui graduação em Letras (habilitação em português/ inglês e respectivas literaturas) pela Universidade Estadual do Ceará (2002) e mestrado em Lingüística Aplicada pela Universidade Estadual do Ceará (2006). Atualmente é doutoranda no programa de pós-graduação em Letras e Lingüística da Universidade Federal da Bahia. Tem experiência na área de Lingüística, com ênfase em Lingüística Aplicada, atuando principalmente nos seguintes temas: tradução intersemiótica; cinema; literatura.

Mais informações: Currículo Lattes - CNPq.

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Publicado

2005-01-01

Edição

Seção

Dossiê