Cosmologias do brincar e os modos de vida das crianças Mbya-Guarani na aldeia Tekoa Marangatu

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5007/1980-4512.2026.e112066

Palavras-chave:

Infâncias indígenas, Mbyá Guarani, Brincadeiras, Cosmologia, Etnografia

Resumo

Este artigo investiga a infância Mbya Guarani a partir de uma perspectiva que desafia concepções hegemônicas sobre o brincar e os processos de socialização na infância. Com base em uma pesquisa etnográfica realizada entre 2021 e 2025 na aldeia Tekoa Marangatu, no município de Imaruí (SC), analisamos as cosmologias do brincar e os modos de ser criança no contexto guarani. Articulamos alguns aportes dos Estudos Sociais da Infância, especialmente da Antropologia e da Geografia da Infância e priorizamos os estudos de autores e autoras indígenas contemporâneos, para compreender o brincar como um saber ancestral que atualiza a espiritualidade, a ética e o Nhande Reko, o modo de ser guarani. Ao apresentar as brincadeiras e jogos compartilhados pelas crianças, evidenciamos que essas práticas constituem um acervo próprio da ancestralidade Mbya Guarani, expressando relações profundas entre corpo, território, coletividade e cosmologia.

Biografia do Autor

Patrícia de Moraes Lima, Universidade Federal de Santa Catarina

Professora do Centro de Educação da UFSC na área Educação e Infância junto ao Curso de Pedagogia.Doutora na área da Educação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2008).Pós-Doutorado na Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação na Universidade do Porto- Portugal (2014-2015).Em 2016 desenvolveu Estágio Capacitação na FLACSO/Argentina ? Faculdade Latino Americana de Ciências Sociais. Atua no Programa de Pós-Graduação em Educação da UFSC desde 2014 e suas pesquisas convergem para os estudos das infâncias, direitos e violências. Atua na produção de conhecimentos em pesquisa etnográfica com crianças através do Núcleo GEPEI-Cnpq- onde é líder do Grupo desde 2016. No Centro de Educação ? CED integra o Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre as Violências (NUVIC). 

 

Sergio Duarte da Silva , Universidade Federal de Santa Catarina

Graduado em Pedagogia pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), com atuação na área da educação pública municipal. Desde março de 2025, exerce a função de Orientador Educacional na Prefeitura Municipal de Imaruí (SC) na escola da Aldeia Tekoa Marangatu, desenvolvendo atividades relacionadas ao acompanhamento dos processos de escolarização, à mediação das relações no contexto escolar e à articulação entre escola, estudantes, famílias e comunidade. Possui experiência como monitor no âmbito de Monitoria Indígena e Quilombola, com atuação em contextos educacionais marcados pela diversidade sociocultural. É integrante também do grupo de pesquisa Núcleo Vida e Cuidado: Estudos e Pesquisas sobre Violências -NUVIC/CNPq e do Grupo de Estudos e Pesquisas Etnografia e Infância -GEPEI. Pertencente ao povo Guarani Mbya, trajetória pessoal, formativa e profissional articulada ao diálogo intercultural e à valorização dos saberes indígenas nos espaços educativos.

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Publicado

2026-08-18

Edição

Seção

Dossiê: Brincar: Diálogos entre dois mundos