Thoughts on caring for yourself and others in motherhood

Authors

DOI:

https://doi.org/10.5007/1980-4512.2026.e111107

Keywords:

Feminism, Early Childhood, Motherhood

Abstract

The article reflects on self-care and care for others in mothering, taking the pregnancy circle as its reference point. It is grounded in Bakhtinian theoretical and methodological assumptions, articulated with feminist studies and the sociology of childhood. To situate the problem, it discusses the new social and structural configurations of maternal responsibility, inseparable from power relations instituted by patriarchy, racism, and capitalism. It highlights the patriarchal model of mothering, crossed by life histories marked by precariousness, lack of resources, and other vulnerabilities. Within the struggle for the dignity of early childhood and social justice, it raises the need to strengthen collective spaces with pregnant women and the parental network, aimed at valuing and democratizing relationships, both through the redistribution of power and through the recognition of the full humanity of women and children, especially those historically silenced and placed at the margins of decision-making processes.

Author Biographies

Verônica Belfi Roncetti Paulino, Universidade Federal do Espírito Santo

Doutorado em Educação (USP), Mestrado em Educação (UFES), Especialização em Psicopedagogia e Gestão Integrada, Graduação em Pedagogia (Faculdade de Pedagogia de Afonso Cláudio), Graduação em Licenciatura em História (Centro Universitário Leonardo da Vinci). ATUAÇÃO: Pedagoga/Pesquisadora (Prefeitura Municipal de Afonso Cláudio); Professora do Curso de Pedagogia e Ciências Biológicas, na modalidade EAD (UFES), Professora no Curso de Pós-Graduação em Docência na Educação Infantil (UFES). Experiência em pesquisa e docência no ensino superior (presencial, EAD) como tutora presencial; produtora de conteúdos; professora. Tem experiência na Educação Básica: Educação Infantil, Ensino Fundamental anos iniciais e finais, atuando principalmente nos seguintes temas: participação das crianças na educação escolar, infância, políticas educacionais, formação de educadores, história, ensino, currículo, didática estágio supervisionado. Integrante do Grupo de Estudos e Pesquisas em Sociologia da Infância e do Grupo de Pesquisas Ciclos (Ufes).IMPACTO: Compromisso com a formação docente inicial, continuada e em serviço com políticas para a infância.

Stefânia de Lima Souza, Universidade Federal do Espírito Santo

Graduada em Pedagogia pela Universidade Federal do Espírito Santo.

Izabel Cristina Tosta Sarti, Universidade Federal do Espírito Santo

Possui graduação em Pedagogia pela ISEAC (2003) , especialização em Gestão escolar: habilitação em adminstração escolar, inspeção, orentação e pela Faculdade Vale do Cricaré (2009) , especialização em Alfabetização e Letramento pela Faculdade Vale do Cricaré (2009) e especialização em Poós graduação latu sensu em Educação Especial pela Faculdades Integradas de Jacarepaguá (2005) . Atualmente é Professor MAPA da Prefeitura Municipal de Afonso Claudio. Tem experiência na área de Educação.

References

BADINTER, Elisabeth. Um amor conquistado: o mito do amor materno. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1985.

BAKHTIN, Mikhail Mjkhailovitch. Estética da Criação Verbal. 4 ed. São Paulo: Martins Fontes, 2003.

BAKHTIN, Mikhail Mjkhailovitch. Problemas da Poética de Dostoiévski. 5 ed. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2011.

BEAUVOIR, Simone Lucie-Ernestine-Marie Bertrand de. O segundo sexo. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1980.

BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília; Diário Oficial da União, Brasília, DF, 05 out. 1988. Disponível em: http://www.planalto.gov.br.htm. Acesso em: 12 fev. 2026.

BRASIL. Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990. Dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 13 jul. 1990. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8069.htm. Acesso em: 31 jan. 2026.

COLLINS, Patricia Hill. Pensamento feminista negro: conhecimento, consciência e a política do empoderamento. São Paulo: Boitempo, 2019.

CRENSHAW, Kimberlé. Documento para o encontro de especialistas em aspectos da discriminação racial relativos ao gênero. Estudos Feministas, Florianópolis, v. 10, n. 1, p. 171-188, 2002.

DINIZ, Simone Grilo. Violência obstétrica como questão para a saúde pública no Brasil: origens, definições, tipologia, impactos sobre a saúde materna, e propostas para sua prevenção. Journal of Human Growth and Development, São Paulo, v. 25, n. 3, p. 377-384, 2015.

FREITAS, Maria Teresa de Assunção. A perspectiva sócio-histórica: uma visão humana da construção do conhecimento. In: FREITAS, M. T.; SOUZA, S. J.; KRAMER, S. (Org.). Ciências humanas e pesquisa: leituras de Mikhail Bakhtin. São Paulo: Cortez, 2007. p. 12-26.

FOUCAULT, M. A ética do cuidado de si como prática de liberdade. In: FOUCAULT, Michel. Ética, Política e Sexualidade: Ditos e escritos. v. 5, 2. ed. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2006, p. 264-287

GONZALEZ, Lélia. Por um feminismo afro-latino-americano. Rio de Janeiro: Zahar, 2020.

HALL, Stuart. A identidade cultural na pós-modernidade. Trad. Silva, T. T; Louro, G. L. 10. ed. Rio de Janeiro: Editora DP&A, 2005.

HOOKS, Bell. Ensinando a transgredir: a educação como prática libertadora. 2. ed. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2017.

HOOKS, Bell. Erguer a voz: pensar como feminista, pensar como negra. São Paulo: Elefante, 2019.

HOOKS, Bell. Tudo sobre o amor: novas perspectivas. São Paulo: Elefante, 2020a.

HOOKS, Bell. E eu não sou uma mulher? mulheres negras e feminismo. 5. ed. Rio de Janeiro: Rosa dos Tempos, 2020b.

HOOKS, Bell. O Feminismo é para todo mundo: políticas arrebatadoras. 11. ed. Rio de Janeiro, Rosa dos Tempos, 2021a.

HOOKS, Bell. Teoria feminista: da margem ao centro. São Paulo: Perspectiva, 2021b.

HOOKS, Bell. A vontade de mudar: homens, masculinidade e amor. São Paulo: Elefante, 2021c.

NASCIMENTO, Maria Letícia Barros Pedroso. Reconhecimento da sociologia da infância como área de conhecimento e campo de pesquisa: algumas considerações. In: FARIA, Ana Lúcia Goulart; FINCO, Daniela. (org.). Sociologia da Infância no Brasil. Campinas: Autores Associados, 2015. p. 37-54.

PAULINO. Verônica Belfi Roncetti. Educação escolar, participação, infância e direitos no Brasil em época de crise democrática. Revista Poiésis, Tubarão/SC, v. 19, n. 35, p.46-60, Jan-Jun, 2025. Universidade do Sul de Santa Catarina. Disponível em: https://portaldeperiodicos.animaeducacao.com.br/index.php/Poiesis/2. Acesso em: 17 jan.2026.

PONZIO, Augusto. A revolução bakhtiniana: o pensamento de Bakhtin e a ideologia contemporânea. São Paulo: Contexto, 2011.

QVORTRUP, Jeans. Infância e Política. Cadernos de Pesquisa, v. 40, n. 141, p. 777-792, 2010.

RAMOS, Maria Rita Neves Ramos. Maternagem e Cuidado como desejo de Democracia. Tese (Doutorado) – Universidade Federal de Juiz de Fora, Juiz de Fora, 2021. Disponível em: https://www.teses.ufjf.br/teses. Acesso em: 28 fev. 2026.

SAFFIOTI, Heleieth Iara Bongiovani Gênero, patriarcado, violência. São Paulo: Editora Fundação Perseu Abramo, 2011.

SCAVONE, Lucila. A Maternidade e o Feminismo. Cadernos Pagu. Campinas: Unicamp, n. 16, p. 137-150, 2001.

Published

2026-10-13

Issue

Section

Dossiê: Maternidades (im) possíveis: educar, cuidar e transbordar afetos em devir-infâncias de direitos!