Reflexões sobre o cuidado de si e do outro na maternagem
DOI :
https://doi.org/10.5007/1980-4512.2026.e111107Mots-clés :
Feminismo, Primeira Infância, MaternagemRésumé
O artigo reflete sobre o cuidado de si e do outro na maternagem, tomando como referência a roda de gestantes. Ancora-se nos pressupostos bakhtinianos, articulados aos estudos feministas e à sociologia da infância. Discute as novas configurações da responsabilização materna, indissociáveis das relações de poder instituídas pelo patriarcado, racismo e capitalismo. Destaca o modelo patriarcal de maternagem, atravessado por histórias de precariedade, ausência de recursos e outras vulnerabilidades. No âmbito da luta pela dignidade da primeira infância e pela justiça social, aventa a necessidade de fortalecer espaços coletivos com gestantes e com a rede parental, voltados à valorização e à democratização das relações – tanto pela redistribuição de poder quanto pelo reconhecimento da humanidade plena de mulheres e crianças, especialmente daquelas historicamente silenciadas e colocadas à margem dos processos decisórios.
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