O barro é da cor da minha pele, eu escorrego forte e ninguém vê: o brincar e as relações de pertencimento das crianças amazonenses com a natureza
DOI:
https://doi.org/10.5007/1980-4512.2026.e108562Schlagworte:
Criança Amazonense, Natureza, Brincar, Vivência, ExperiênciaAbstract
Escorregar no barro, brincar na terra, mergulhar no rio, pendurar-se nas árvores, é onde brota o aprendizado em que a criança amazonense afirma ser natureza, pois sente o brincar em conexão com a vida. Este artigo decorre de uma pesquisa de mestrado realizada com crianças de 4 e 5 anos da comunidade Betel, situada no interior do Amazonas. Ancorada na etnografia em movimento e nos estudos interdisciplinares da Infância, esse recorte tem como objetivo compartilhar como o brincar com a natureza configura formas de pertencimento e produção cultural na infância amazônica. As crianças foram consideradas copesquisadores e utilizaram fotos, vídeos e conversas como formas de expressão de seus saberes e culturas. Os resultados revelam que escorregar no barro, mergulhar no rio e subir em árvores não são apenas brincadeiras, mas formas de afirmar pertencimento, cultura e identidade. O estudo valoriza o brincar como prática cultural e como expressão da relação entre corpo, território e natureza.
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