Maternagem e infâncias coletivas: redes de cuidado e apoio de crianças e de mulheres presas
DOI:
https://doi.org/10.5007/1980-4512.2026.e111802Parole chiave:
Maternidades encarceradas, Infância, Maternagem coletiva, Parentescos cotidianosAbstract
Este estudo buscou refletir sobre como o conceito de “maternagem coletiva” de Collins (2019) e os sentidos de “parentescos cotidianos” de Fonseca (2004) contribuem para entender os efeitos do encarceramento de mulheres mães no cuidado de crianças na primeira infância. Na primeira seção, reflete-se sobre famílias, dinâmicas familiares e parentescos cotidianos, aliado a estudos que trazem os relatos infantis. Além disso, apresenta-se a ideia de maternagem coletiva para entender a maternidade de mulheres negras e o papel das mães de criação. Na segunda seção, busca-se mobilizar os conceitos apresentados, analisando estudos que tragam as narrativas de mulheres mães presas sobre as redes mútuas de cuidado na proteção de seus filhos. A pesquisa expande o conceito de maternagem coletiva para a realidade das mulheres encarceradas, evidenciando a formação de redes de apoio que englobam parentes "de criação" e "emprestados". Essa configuração familiar é sustentada por uma via de mão dupla: as estratégias de sobrevivência dos adultos e a percepção das crianças sobre o cuidado compartilhado e a afinidade. A interdisciplinaridade da pesquisa é necessária para a compreensão do fenômeno social das maternidades encarceradas, bem como para a proteção da infância, contribuindo na construção do conhecimento de áreas como direito, ciências sociais, antropologia e educação.
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