Infâncias camponesas: territórios femininos, rezas e cuidado

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.5007/1980-4512.2026.e111811

Palabras clave:

Infâncias Campesinas, Cuidado, Decolonialidade, Territorialidade

Resumen

O objetivo desse estudo foi verificar como a interconexão entre infâncias campesinas, práticas de cuidado feminino e saberes ancestrais constituem um ato de (re)existência epistêmica e política nas comunidades do Vale do Jiquiriçá, Bahia. Utilizamos uma abordagem etnográfica e durante oito meses, acompanhamos crianças de 2 a 6 anos e mulheres das quais essas crianças se relacionaram, em comunidades do campo no município de Amargosa. Verificamos que as práticas de cuidado exercidas por mães, avós, rezadeiras constituem territórios femininos de (re)sistência que desafiam a colonialidade do saber, do poder e do ser. As crianças, aprendem em seu cotidiano formas outras de conhecimento, relacionam-se com o território com intimidade identitária. Concluímos que o cuidado de mulheres em rede, a transmissão intergeracional de saberes ancestrais e as brincadeiras infantis afirmam suas territorialidades, a legitimidade de epistemologias outras e a agência de crianças e mulheres que historicamente foram subalternizadas.

Biografía del autor/a

Cintia Mota Cardeal, Universidade Federal do Recôncavo da Bahia

Professora Associada da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, no Centro de Formação de Professores (CFP) - Amargosa. Doutora em Educação Física pela Universidade Católica de Brasília (UCB) onde fez graduação e mestrado em Educação Física. É membro Pesquisadora do Grupo de Pesquisa em Desenvolvimento e Aprendizagem Motora (DAMA-UFRB) e do Grupo de Pesquisas e Estudos da Criança (GRUPEC-UFPB). É vice-coordenadora do Programa de Extensão Universitário Centro de Artes de Amargosa: Diversidade, Universidade, Cultura e Ancestralidade - CAsA do DUCA. Dedica-se atualmente aos estudos e pesquisas das infâncias nos aspectos das políticas educacionais, sociologia da infância e desenvolvimento infantil, educação inclusiva, direito à educação infantil.

Adelaide Alves Dias, Universidade Federal da Paraíba

Professora permanente do Programa de Pós-graduação em Educação da Universidade Federal da Paraíba e professora Ajunta da Universidade de Pernambuco. Doutora em Educação pela Universidade Federal Fluminense (2001) com pós-doutorado em Educação pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (2013-2015). É pesquisadora Associada do CIERS-Ed (Centro Internacional de Estudos em Representações Sociais e Subjetividade - Educação) e da Cátedra UNESCO de Profissionalização Docente. É membro do Núcleo de Cidadania e Direitos Humanos (NCDH) da Universidade Federal da Paraíba, do Fórum Estadual de Educação da Paraíba (FEE-PB) e do Fórum de Educação Infantil da Paraíba (FEIPB). É coordenadora do Núcleo de Pesquisas e Estudos sobre a Criança (NUPEC), Secretária executiva da Rede Primeira Infância da Paraíba (REPI-PB) e Presidente do Conselho Estadual de Educação (CEE) da Paraíba. Dedica-se atualmente aos estudos e pesquisas das infâncias nos aspectos das políticas educacionais, educação em direitos humanos, educação inclusiva, direito à educação, direito de crianças e adolescentes, infâncias em contextos de vulnerabilidade social.

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Publicado

2026-10-13

Número

Sección

Dossiê: Maternidades (im) possíveis: educar, cuidar e transbordar afetos em devir-infâncias de direitos!