Infâncias camponesas: territórios femininos, rezas e cuidado
DOI:
https://doi.org/10.5007/1980-4512.2026.e111811Palavras-chave:
Infâncias Campesinas, Cuidado, Decolonialidade, TerritorialidadeResumo
O objetivo desse estudo foi verificar como a interconexão entre infâncias campesinas, práticas de cuidado feminino e saberes ancestrais constituem um ato de (re)existência epistêmica e política nas comunidades do Vale do Jiquiriçá, Bahia. Utilizamos uma abordagem etnográfica e durante oito meses, acompanhamos crianças de 2 a 6 anos e mulheres das quais essas crianças se relacionaram, em comunidades do campo no município de Amargosa. Verificamos que as práticas de cuidado exercidas por mães, avós, rezadeiras constituem territórios femininos de (re)sistência que desafiam a colonialidade do saber, do poder e do ser. As crianças, aprendem em seu cotidiano formas outras de conhecimento, relacionam-se com o território com intimidade identitária. Concluímos que o cuidado de mulheres em rede, a transmissão intergeracional de saberes ancestrais e as brincadeiras infantis afirmam suas territorialidades, a legitimidade de epistemologias outras e a agência de crianças e mulheres que historicamente foram subalternizadas.
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