Entre rios, cuidados e resistências: maternidades amazônicas e a construção de devir-infâncias de direitos
DOI:
https://doi.org/10.5007/1980-4512.2026.e111812Palabras clave:
Maternidades, Amazônicas, Devir-Infâncias , Devir-Mãe, Devir-TiaResumen
No contexto amazônico, compreende-se o maternar como uma prática coletiva, decolonial e de resistência. Nesse sentido, este texto aborda a maternidade e a infância como construções sociais, históricas e culturais, questionando a ideia de que o cuidado é um instinto natural das mulheres. A pesquisa tem como questão central entender como as maternidades amazônicas produzem práticas de cuidado e resistência na construção de infâncias de direitos. Para tanto, pretende-se analisar essas práticas e examinar a infância como construção social, além de compreender as maternidades como exercício de resistência atravessadas por relações de poder e refletir sobre experiências de devir-mãe e devir-tia. Tendo em vista esses objetivos, adotou-se uma abordagem qualitativa, com revisão bibliográfica e narrativas autobiográficas. Conclui-se que o maternar, nesse contexto, vai além da sobrevivência, constituindo-se como realidade de resistência e produção de sentidos que contribuem para a garantia dos direitos das crianças.
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