O “maternar” sob o olhar da criança com paralisia cerebral: representações sociais sobre família e escola
DOI:
https://doi.org/10.5007/1980-4512.2026.e111813Parole chiave:
Representações Sociais, Infâncias, Maternidades, Paralisia cerebral, Educação inclusivaAbstract
Este estudo analisa as representações sociais de crianças com paralisia cerebral sobre família e escola, buscando compreender os sentidos atribuídos por elas a esses espaços de convivência e suas implicações no desenvolvimento e na aprendizagem. Trata-se de uma pesquisa de campo, de abordagem qualitativa, realizada com cinco crianças de 7 a 10 anos atendidas em um programa de reabilitação infantil em Belém (PA). Como procedimentos metodológicos foram utilizadas entrevistas semiestruturadas e a técnica do desenho. Os resultados indicam que a escola é representada tanto como espaço de acolhimento, socialização e aprendizagem quanto como ambiente marcado por exclusão e barreiras. Em relação à família, as trajetórias de “maternar” emergem como o suporte fundamental do desenvolvimento, revelando que o cuidado, embora central na garantia de direitos, ainda é um trabalho marcadamente feminizado e invisibilizado nas redes de apoio à pessoa com deficiência. Os achados reforçam a importância de práticas educacionais inclusivas e do reconhecimento das relações de cuidado e das infâncias com deficiência como sujeitos de direitos.
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