O “maternar” sob o olhar da criança com paralisia cerebral: representações sociais sobre família e escola

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DOI:

https://doi.org/10.5007/1980-4512.2026.e111813

Parole chiave:

Representações Sociais, Infâncias, Maternidades, Paralisia cerebral, Educação inclusiva

Abstract

Este estudo analisa as representações sociais de crianças com paralisia cerebral sobre família e escola, buscando compreender os sentidos atribuídos por elas a esses espaços de convivência e suas implicações no desenvolvimento e na aprendizagem. Trata-se de uma pesquisa de campo, de abordagem qualitativa, realizada com cinco crianças de 7 a 10 anos atendidas em um programa de reabilitação infantil em Belém (PA). Como procedimentos metodológicos foram utilizadas entrevistas semiestruturadas e a técnica do desenho. Os resultados indicam que a escola é representada tanto como espaço de acolhimento, socialização e aprendizagem quanto como ambiente marcado por exclusão e barreiras. Em relação à família, as trajetórias de “maternar” emergem como o suporte fundamental do desenvolvimento, revelando que o cuidado, embora central na garantia de direitos, ainda é um trabalho marcadamente feminizado e invisibilizado nas redes de apoio à pessoa com deficiência. Os achados reforçam a importância de práticas educacionais inclusivas e do reconhecimento das relações de cuidado e das infâncias com deficiência como sujeitos de direitos.

Biografie autore

Bruna Felix Pinto, Universidade do Estado do Pará

Mestra em Educação pela Universidade do Estado do Pará (UEPA-2025), especialista em Neuropsicopedagogia pela Faculdade Integrada Brasil Amazônia (FIBRA -2016) e licenciada plena em Pedagogia pela Universidade do Estado do Pará (UEPA - 2012). É membro do Grupo de Pesquisa ''Infância, Cultura e Educação'' (UEPA). É Educadora Inovadora Expert certificada pelo programa Microsoft Education Center (2022 - 2023). Acredita no poder transformador do educador aliado a tecnologia. É entusiasmada com os estudos sobre a sociologia da infância, representações sociais e da neurociência para a educação. Atuou como professora na Educação de Jovens e Adultos (EJA) no SESC-Pa e Ensino Fundamental I, e também na Educação Infantil, defendendo o protagonismo infantil no processo de construção do conhecimento. Atualmente, atua como professora hospitalar no Hospital Sarah Belém e é Líder de equipe da Reabilitação Infantil. Considera-se em constante evolução como ser humano e profissional.

Tania Regina Lobato dos Santos, Universidade do Estado do Pará

Graduada em Pedagogia pela Universidade Federal do Pará (1983), mestrado em Educação (Currículo) pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1998) e doutorado em Educação: História, Política, Sociedade pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (2003). Estágio de Pós-Doutorado na PUC-RIO (2010). É professora Titular da Universidade do Estado do Pará, do Programa de Mestrado e Doutorado em Educação CCSE-UEPA. Coordena o Grupo de Pesquisa Infância Cultura e Educação vinculado a Plataforma do CNPq. Pesquisadora do Núcleo de Educação Popular Paulo Freire - NEP-CCSE-UEPA. É integrante da Rede Sumaúma - Estudos e pesquisa com/sobre infâncias e crianças da Amazônia. Membro da Rede de Pesquisa: Catedra Paulo Freire - PUC-SP. Representante do Brasil - Rede RIIE - Red Internacional Investigadores y Participantes sobre Integración/Inclusión Educativa - RIIE. Rede de pesquisa - Interinstitucional PUC-RIO, UFMS- Campus Pantanal, UERJ - Campus Caxias, UEPA, UFRRJ, UCDB IMSI, Universidade de Alcalá de Henares/Espanha. É membro do Comitê Diretivo do Fórum de Educação Infantil do Estado do Pará -FEIPA. Representante Norte no Comitê Diretivo do Movimento Interfórum de Educação Infantil do Brasil (2025-2026). Membro do Fórum Municipal de Educação de Belém-FME. Membro do Fórum Estadual de Educação do Pará-FEE. Tem experiência na área de Educação, especialmente com a formação de professores (inicial e continuada) e desenvolve pesquisas voltadas para políticas públicas, formação de professores e na educação infantil faz a interface com a Educação Especial, Educação Popular e Educação do Campo. 

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Pubblicato

2026-10-13

Fascicolo

Sezione

Dossiê: Maternidades (im) possíveis: educar, cuidar e transbordar afetos em devir-infâncias de direitos!