Maternidade impossível em cheia crescente

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5007/1980-4512.2026.e111070

Palavras-chave:

Maternidade, Feminismos, Arte, Política

Resumo

Este artigo investiga a maternidade a partir do espetáculo teatral Cheia Crescente, articulando experiência gestacional, criação artística e reflexão teórica feminista. Criado e apresentado durante uma gestação, o espetáculo constitui o ponto de partida para pensar a experiência materna como lugar de saber. Em diálogo com autoras como Silvia Federici, Vera Iaconelli, Julia Kristeva, Rita Segato e Iris Young, problematiza a naturalização do instinto materno, a romantização do sacrifício e a invisibilização do trabalho reprodutivo. A partir da dramaturgia e de imagens e cenas do espetáculo, discute a gestação como experiência corporal, ambivalente e politicamente regulada, bem como as desigualdades que atravessam a organização social do cuidado. Ao integrar arte, corpo e pensamento, o texto propõe a maternidade como campo de disputa simbólica, política e existencial.

Biografia do Autor

Angelene Lazzareti, Universidade Federal da Integração Latino-Americana

Artista da cena e professora, Doutora em Artes Cênicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Mestre em Artes Cênicas pela mesma Universidade e Graduada em Artes pela Fundação Universidade Regional de Blumenau. Professora adjunta da Universidade Federal da Integração Latino-Americana, lotada no Instituto Latino-Americano de Arte, Cultura e História, atuando na Área de Artes e no Programa de Mestrado Profissional em Educação (PPGEDU-UNILA). Investigadora do campo das Artes, trabalha sobre as linhas: Processos de criação artística; Estudos do corpo; Poéticas do ''entre''; e Arte-Educação. Como artista, trabalha na intersecção entre diferentes linguagens como artes da cena, performance, fotografia e audiovisual, articulando entre-lugares a partir do encontro e da interação artística destes campos. É líder do Grupo de Pesquisa CNPq Artes, Corporeidade e Educação e atua como pesquisadora colaboradora no Grupo de Pesquisa CNPq Palavra, Vocalidade e Escuta nas Artes Cênicas e Radiofônicas. E, atualmente, é coordenadora dos Projetos de Extensão e Pesquisa ''Poéticas do ENTRE: Corpo, Escuta e Criação Artística'' e do Projeto de Extensão ''Cineclube Cinelatino: Imagens da América Latina a Serem Decifradas'' em execução na Universidade Federal da Integração Latino-Americana. É diretora do Poéticas do ENTRE, coletivo de artistas multidisciplinares do Brasil, Argentina, Paraguai, Colômbia, México e Venezuela, localizado em Foz do Iguaçu, na Tríplice Fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina.

Referências

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Publicado

2026-10-13

Edição

Seção

Dossiê: Maternidades (im) possíveis: educar, cuidar e transbordar afetos em devir-infâncias de direitos!