O caráter dual do termo interdisciplinaridade na literatura, nos documentos educacionais oficiais e nos professores de química

Autores

  • Valdir Pedro Berti Universidade de São Paulo
  • Carmen Fernandez Universidade de São Paulo

DOI:

https://doi.org/10.5007/1982-5153.2015v8n1p153

Palavras-chave:

interdisciplinaridade, concepção de professores, políticas públicas, mapas cognitivos

Resumo

Interdisciplinaridade é um termo bastante mencionado no contexto educacional, embora as interpretações nem sempre sejam convergentes. Neste trabalho realiza-se um panorama sobre concepções de interdisciplinaridade na literatura e nos documentos oficiais brasileiros e faz-se um paralelo com as concepções expressas por professores pesquisadores universitários e professores de química da educação básica. Foram investigados dezesseis professores, seis dos quais atuaram também como consultores do MEC na elaboração dos documentos oficiais. Os dados se basearam em entrevistas semiestruturadas e, a partir das unidades de análise foram construídos mapas cognitivos. Os resultados revelam duas interpretações de interdisciplinaridade coexistentes: pelo professor e entre professores. A interdisciplinaridade pelo professor pressupõe que um professor de uma dada disciplina faça avanços em outras disciplinas. A interdisciplinaridade entre professores pressupõe um grupo de professores de distintas disciplinas trabalhando um mesmo tópico. Os dados apontam que a interdisciplinaridade convive com orientações diversas, o que pode estar dificultando sua implantação.

Biografia do Autor

Valdir Pedro Berti, Universidade de São Paulo

Possui graduação em Ciências Licenciatura e no Ensino de Química (1990), mestrado em Ensino de Ciências- modalidade Química pela Universidade de São Paulo (2007). É professor efetivo do Estado de São Paulo desde 1989 e, desde 2003 atua como PCNP no Ensino de Química, trabalhando com formação de professores de química e ciências para a rede estadual e municipal. É professor das Faculdades FACCAT na graduação e pós-graduação, desde 2008. Atuou como tutor de professores de Química do Estado de São Paulo (2010) pela FUNDAP/SEE/SP. Participou, ainda, na validação da matriz de referência para o SARESP, modalidade Química (2008) e da reelaboração e revisão dos Cadernos do Aluno e do Professor de Química da SEE/SP (2014-2017).

Carmen Fernandez, Universidade de São Paulo

Possui graduação em Bacharel em Química com atribuições tecnológicas (1985), graduação em Licenciatura em Química (2001), mestrado em Química (1991), e doutorado em Química (1996), todos pela Universidade de São Paulo, Brasil. Realizou um estágio de pós-doutoramento na Universidade da California - Berkeley e no Lawrence Berkeley National Laboratory (1996-1999). Atuou como professora de Química no Ensino Médio em várias escolas de São Paulo. Desde 2003 é docente no Departamento de Química Fundamental do Instituto de Química da Universidade de São Paulo. Desde 2014 é professora associada nesse mesmo departamento. Coordena o grupo PEQuim - Pesquisa em Ensino de Química que tem por interesse de pesquisa principal o Professor de Química, e atua principalmente nas seguintes linhas de pesquisa: conhecimento de professores de Química, conhecimento pedagógico de conteúdo, base de conhecimentos para o ensino, desenvolvimento profissional e formação de professores de Química. Foi avaliadora para o MEC de livros de química e de Ciências do Programa Nacional de Livros Didáticos, tem vários artigos e capítulos de livros publicados na área de ensino de química tanto nacionais como internacionais. É membro do corpo editorial do periódico Journal of Science Education. Atua como revisora de diversos periódicos da área de Ensino de Química e como revisora de projetos de fomento do CNPq, CAPES, FAPESP e FAPEMIG. É pesquisadora bolsista de produtividade nível 2 do CNPq.

Downloads

Publicado

2015-05-19

Edição

Seção

Artigos