Notas sobre ficção, histórias de vida e pesquisa em educação matemática: a propósito de o Impostor, de Javier Cercas

Filipe Santos Fernandes

Resumo


“A realidade mata, a ficção salva” – afirma Javier Cercas ao propor um livro sobre a vida de Eric Marco, sindicalista espanhol que fingiu ter lutado na Guerra Civil Espanhola e vivenciado os horrores de um campo de concentração nazista. Articulando as inquietações de Javier Cercas para a escrita da obra e nosso interesse de relacionar a ficção, as histórias de vida e a pesquisa em Educação Matemática, buscamos neste texto evidenciar o conflitivo espaço da ficção e das histórias de vida na pesquisa e como determinados movimentos epistemológicos no campo da Educação Matemática permitiram uma reconfiguração desse espaço. Dessa discussão, propomos pensar os efeitos de uma estética ficcional na pesquisa em Educação Matemática, convidando-nos a um modo de fazer pesquisa em que a força, a fantasia, a imaginação, a memória e o amor pelas palavras participam intensamente da produção do conhecimento.


Palavras-chave


Estética Ficcional; Narrativa; Educação matemática

Texto completo:

PDF/A


DOI: https://doi.org/10.5007/1982-5153.2018v11n3p165

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Alexandria: R. Educ. Ci. Tec., Florianópolis, Santa Catarina, Brasil. ISSN 1982-5153

Licença Creative Commons

Está licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição 4.0 Internacional.