Situações didáticas olímpicas (SDOs): ensino de olimpíadas de matemática com arrimo no software Geogebra como recurso na visualização

Autores

  • Francisco Regis Vieira Alves Instituto Federal de Educação

DOI:

https://doi.org/10.5007/1982-5153.2020v13n1p319

Palavras-chave:

Olimpíadas de matemática, Visualização, Ensino, Formação de professores

Resumo

 As Olimpíadas de Matemática adquiriram um espaço importante em nosso país, sobretudo, ao tipo de modalidade que oportuniza a participação de grande quantidade de estudantes das escolas públicas, como no caso das Olimpíadas Brasileiras de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP). Por outro lado, se mostra imprescindível proporcionar, para uma quantidade maior de estudantes (não competidores oficiais), um contato maior e expressivo com uma cultura matemática que costuma atingir diretamente apenas aos estudantes (mais habilidosos) competidores e os professores oficialmente envolvidos com as Olimpíadas. Dessa forma, o presente trabalho apresenta a noção de Situação Didática Olímpica (SDO) que, por intermédio dos pressupostos da Teoria das Situações Didáticas (TSD), possibilita uma abordagem diferenciada para Problemas Olímpicos (POs), com ênfase declarada na visualização, proporcionada pelo software GeoGebra. Por conseguinte, a noção de (SDO) proporciona uma perspectiva e uma proposta de veiculação e de mediação do conhecimento matemático que busca disseminar uma perspectiva diferenciada para professores de Matemática em formação inicial.

Biografia do Autor

Francisco Regis Vieira Alves, Instituto Federal de Educação

Professor Titular do departamento de Matemática do Instituto Federal de Educação, Ciências e Tecnologia do Estado do Ceará – IFCE, Campus Fortaleza. Bolsista de Produtividade do CNPQ – PQ2. Docente Permanente do Mestrado Acadêmico em Ensino de Ciências e Matemática – PGECM/IFCE, Docente Permanente do Mestrado Profissional em Educação Profissional Tecnológica – PROEPT/IFCE.

Referências

ALMOULOUD, Ag Saddo. Fundamentos da Didática da Matemática. São Paulo: Editora UFPR, 2007.

ALVES, Francisco. R. V. The Professional Didactics (PD) and Didatic of Science (DS) in Brazil: some implication for the professionalization os Science teacher. Acta Didactica Naposcencia. v. 11, nº 2, p. 105 – 120, 2018. Disponivel em: http://padi.psiedu.ubbcluj.ro/adn/article_11_2_9.pdf. Acessado em: 02/03/2018

ALVES, W. J. S. O Impacto da Olimpíada de Matemática em Alunos da Escola Pública. (Dissertação). São Paulo: PUC/SP, 2010.

ALVES, F. R. V. Insight: descrição e possibilidades de seu uso no ensino do Cálculo. Revista VYDIA. 32(2), 149 – 161. Jul/dez, 2012.

ALVES, F. R. V. Didática da Matemática: seus pressupostos de ordem epistemológica, metodológica e cognitiva. Revista Interfaces da Educação. v. 7, n º21, 131 – 150, 2016.

ARDOUIN, T. La formation est-elle soluble dans l’ingénierie. Éducation Permanente, n° 157, 1 – 15, 2013.

ARTIGUE. M. L'éducation mathématique comme champ de recherche et champ de pratique: résultats et défis. Revista de Educação Matemática e Tecnológica Iberoamericana. 3(3), 1 – 20, 2012.

ARTIGUE. M. L`impact curricilaires des technologies sur l´éducation mathéatique. Revista de Educação Matemática e Tecnológica Iberoamericana. v. 4, nº 1, 1 – 14, 2013.

BARQUERO, Berta; BOSCH, Marianna. Didactic Engineering as a Research Methodology: From Fundamental Situations to Study and Research Paths. In: Watson, A.; Ohtani, Minoru. Task Design In Mathematics Education. ICMI study 22, New York: Springer, 251 – 270, 2015.

BROUSSEAU, G. Fondements et méthodes de la didactique des mathématiques. Recherches en Didactique des Mathématiques, 7(2), 33-115. 1986a.

BROUSSEAU, G. (1986b). Théorisation des phénomènes d'enseignement des mathématiques. (thése de doctorat d´Etat). Université Bourdeux I, 1986b.

BROUSSEAU, G. Glossaire de quelques concepts de la théorie des situations didactiques en mathématiques, 2010. Consulté de http://guy-brousseau.com/wp-content/uploads/2010/09/Glossaire_V5.pdf

BROUSSEAU, G. La théorie des situations didactiques en mathématiques. Éducation & Didactique. v. 5, n º 1, 1 – 6. 2011.

CARNEIRO, E. Olimpiadas de Matemática: uma porta para o futuro. In: Anais da II Bienal da Sociedade Brasileira de Matemática. Mini curso, Bahia. Salvador, 2004.

CHEVALLARD, Y. La transposition didactique. Paris: La Pensée Sauvage Édition, 1991.

DOUADY, R. De la didactique des Mathématiques à l'heure actuelle. Le Cahier Rouge. v. 6, nº 1, 1 – 40, 1984.

ERNEST, P. The philosophy of Mathematics Education. England: Routledge and Palmer press, 1991.

DEBNATH, Lokenath. A short history of the Fibonacci and Golden numbers with their applications. In: International Journal of Mathematical Education in Science and Technology. v. 42, nº 3, April, 337 – 367, 2011.

HEBRARD, Pierre. L’ingenierie de formation: ce qui em releve et ce qui lui echappe. TransFormations, 109 – 119, 2011.

MARGOLINAS, C. & DRIJVERS, P. Didactical engineering in France; an insider’s and an outsider’s view on its foundations, its practice and its impact. ZDM Mathematics Education. v. 47, nº1, 893 – 903, 2015.

MARTINS. R. A. Colinearidade e Concorrência em Olimpíadas Internacionais de Matemática: uma reflexão voltada para o ensino da Geometria Plana no Brasil. (Dissertação de mestrado). ProfMat: Brasília, 2015. Disponível em: http://repositorio.unb.br/bitstream/10482/19191/1/2015_RonaldAlexandreMartins.pdf

NETO, J. A. S. Olimpiadas de Matemática e aliança entre o campo científico e o campo político. (Dissertação de Mestrado). São Carlos: UFSCar. 2012. Consultado de https://repositorio.ufscar.br/bitstream/handle/ufscar/2644/4898.pdf?sequence=1&isAllowed=y

PERRIN-GLORIAN, M-J., & BELLEMAIN, P. M. B. L’ingenierie didactique entre recherche et ressource pour l’enseignement et la formation des maitres. Anais doI Simpósio Latino-Americano de Didática da Matemática - LADIMA, 1-15, 2016.

SILVA. R. C. O estado da arte das publicações sobre as olimpíadas de ciências no brasil. (Dissertação). Goiânia: Universidade Federal de Goiás, 2016.

Downloads

Publicado

2020-05-13

Edição

Seção

Artigos