Neither sword nor pen: phallacious impotence

Autores

  • Eliana de Souza Ávila UFSC - Florianópolis - SC

DOI:

https://doi.org/10.5007/%25x

Palavras-chave:

metaficção historiográfica, controle autoral,

Resumo

Este artigo explora crises narrativas no romance pós-colonial Midnight’s Children, de Salman Rushdie, ao expor seus mecanismos de (re)solucão. Parte-se do argumento principal de que nem as narrativas de fechamento nem as de abertura textual são redutíveis a uma política mimética (de determinismo ou relativismo, para dar apenas dois exemplos), uma vez que o texto potencializa a desmistificação de seu controle solipsista pelo autor ou pelo leitor. Essa irredutibilidade é demonstrada à medida que o discurso de impotência autoral do narrador distrai o leitor do discurso de legitimação falocêntrica de autor-idade para incrementar a confiabilidade de sua política, tanto identitária quanto não-identitária. Algumas questões discutidas são: Como os discursos contraditórios do narrador suprimem conflitos de classe e gênero em suas diversas narrativas? Em que sentido podemos perceber tal supressão como uma ‘crítica complícita’ (Hutcheon) de narrativização autor-itária? Quais as estratégias narrativas exploradas pelo(s) narrador(es) de Rushdie e suas personagens para simular mudança e dissimular inércia, impedindo a relacionalidade dialógica com o outro enquanto eu, e com o eu enquanto outro?

Biografia do Autor

Eliana de Souza Ávila, UFSC - Florianópolis - SC

Possui graduação em Língua e Literaturas de Língua Inglesa pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1990) e doutorado em Pós-Graduação em Inglês / Literatura pela Universidade Federal de Santa Catarina (2002), com bolsas da CAPES e FULBRIGHT. Atualmente é professora adjunta nível 2 da Universidade Federal de Santa Catarina.

Mais informações: Currículo Lattes - CNPq.

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Publicado

2005-01-01

Edição

Seção

Artigos