Ilha do Desterro A Journal of English Language, Literatures in English and Cultural Studies

A Revista Ilha do Desterro publica, desde 1979, artigos e resenhas inéditos nas áreas de Inglês, Literatura e Estudos Culturais.Ilha do Desterro é um periódico do Programa de Pós-Graduação em Letras: Inglês e Literatura Correspondente da UFSC, publicado uma vez a cada semestre. Sua maior missão é circular os resultados de pesquisas acadêmicas nas áreas de Inglês, Literatura e Estudos Culturais.

Condição para publição:
São aceitos trabalhos em que pelo menos um dos autores tenha o título de doutor. Mestrandos, mestres e doutorandos podem submeter artigos com a condição de que sejam co-autores com pesquisadores doutores. A comissão editorial entende que a supervisão de alunos deve ser explícita, e não deve ser tomada como co-autoria. Artigos derivados de pesquisas de mestrado ou doutorado devem incluir o nome do orientador em nota de rodapé, e não como co-autor. Uma exceção é feita as resenhas, em que é permitido resenhas de doutorandos.


Notícias

 

Chamada de artigos

 

Edição: Julho/Dezembro 2015

Prazo para Submissão de Artigos:02/06/2015

A revista Ilha do Desterro está recebendo artigos para a composição a edição de Julho/Dezembro 2015, The body.

Todos os artigos recebidos são analisados primeiramente pelas editoras responsáveis. Uma vez aprovados são submetidos a dois pareceristas, que por meio de uma avaliação cega darão seu parecer final sobre o artigo. Os artigos só serão aprovados na condição de que estejam dentro da temática proposta para essa edição, para maiores informações segue o resumo abaixo.

Nas culturas ocidentais, a questão do corpo perpassa séculos de especulações,  estendendo-se, a partir de matrizes filosóficas da antiguidade, de base aristotélica e platônica, à visão religiosa medieval, constelada em Santo Agostinho, e ao dualismo cartesiano, em pleno advento da ciência moderna. Desde sempre, o corpo se constituiu como centro de indagações com vistas a encontrar respostas para o que significa existir como ser humano, sendo que a busca de definições passou pela distinção entre o humano e o animal, pela distinção entre corpo masculino e feminino e o branco e os corpos racializados. Desnecessário dizer, essas indagações têm sido contaminadas por contextos de interpretações valorativas, condicionadas por crenças de base moral, religiosa, legal, biológica, sexual e cultural. Conquistas científicas importantes no século XIX ─ representadas pela Origem das espécies, de Darwin, e pelos estudos psicanalíticos de Freud ─ despertaram o interesse no corpo em novos campos do conhecimento, tais como a filosofia antropológica e a psicanálise. Esse último, popularizou definições do corpo tais como o corpo histérico e o pervertido. No século XX, as discussões sobre a materialidade do corpo convergem para o seu estatuto como corpo físico e corpo vivido a partir de várias perspectivas: modelos biomédicos (anatomia, fisiologia, neurologia, biologia e química); fenomenologia (como lugar de mediação entre o dentro e o fora e, portanto, associado aos processos perceptivos e afetivos); teorias culturais (como esferas de representações subjetivas do eu e de seu funcionamento na cultura) e teorias feministas e queer (o corpo performativo, naturalizado no gênero por força da repetição e internalização de códigos sociais e culturais  mandatórios). Os debates teóricos em torno do corpo e discurso, do corpo e textualidade, do corpo natural e do corpo cultural, particularmente em tempos em que se volta a atenção as nossas relações com a natureza e com o meio ambiente têm levado a um elenco de concepções e pressuposições, ilustradas em frases como ‘o corpo do gozo’ (Roland Barthes), ‘a escritura do corpo’ (Luce Irigaray), ‘o sentir com/o corpo’ (Elizabeth Grosz), ‘o pensar com o corpo’ (Adrienne Rich), ‘o corpo sem órgãos’ (Jules Deleuze), ‘o animal que logo sou’ (Jacques Derrida), ‘o cyborg’ ( Donna Haraway)’, ‘o corpo performativo’ (Judith Butler), ‘o corpo regulado’ (Michel Foucault) e ‘a ética bios/zoe’ (Rosi Braidotti). Hoje, não há dúvida de que o corpo constitui uma lente importante para a análise da cultura e da literatura, do ponto de vista inter e multidisplinar. Assim, convidamos à submissão de artigos com propostas originais de discussão que contemplem perspectivas teórico-críticas e configurações estéticas acerca de: corpo e bio-política; corpo e meio ambiente; corpo e escatologia; corpo e espiritualidade; corpo e espaço; corpo migrante; corpo gendrado e racializado; corpo transgênero; corpo sem órgãos; corpo prostético; corpo monstruoso; corpo híbrido, corpo torturado, corpo envelhecido, corpo político, corpo mutilado. São bem-vindos trabalhos focados no corpo por uma pespectiva das culturas não ocidentais. O prazo para o envio de propostas é março de 2015. O texto deverá ter até 8.000 palavras, palavras-chave, formato MLA (para textos em língua inglesa) e formato ABNT (para textos em língua portuguesa, abstract em inglês). As propostas devem ser enviadas para https://periodicos.ufsc.br/index.php/desterro/about/submissions até 02 de junho de 2015.

 
Publicado: 2014-12-29 Mais...
 
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