Olhando para The Word for World is Forest , de Ursula K. Le Guin, para encontrar maneiras de responder aos dilemas do Antropoceno

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5007/2175-8026.2021.e75377

Palavras-chave:

Atropoceno, Literatura de resistência, Urusla K. Le Guin, Distopia

Resumo

Em The Word for World is Forest (1972), Ursula K. Le Guin imagina um futuro distópico em que os humanos (Terrans) enfrentam a tarefa de saquear outros planetas para obter o recurso que esgotaram na Terra: a madeira. No planeta Athshe, os Terrans encontram densas florestas e uma pacífica população de humanos, e são rápidos em reproduzir práticas fundadas na lógica dualista que coloca os humanos (cultura) contra a natureza. Essas práticas e representações da terra ressoam com os dilemas do Antropoceno, a "era dos humanos", onde a perda de biodiversidade, mudanças climáticas, desmatamento maciço, entre outras práticas, estão soando um alarme que muitos associam com o fim do mundo como nós o conhecemos. Athsheans, como demonstro neste artigo, criam um movimento de resistência às práticas terráqueas  que não se baseia na violência (embora eles a apliquem a contragosto), mas em se agarrar a uma visão de mundo que é não dualista e baseada em sonhos e que pode servir para nos informar sobre como resistir à lógica que nos levou ao Antropoceno em primeiro lugar.

Biografia do Autor

Melina Pereira Savi, Universidade Federal de Santa Catarina

Pós-doutoranda no programa de Pós-Graduação em Inglês: Estudos Linguísticos e Literário.

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Publicado

2021-01-28

Edição

Seção

Contextos literários: gênero, identidade e resistência