O local do poeta no drama do Renascimento: Entre o novo e o velho em Sir Thomas More (1600; 1603-4)

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5007/2175-8026.2026.e110156

Palavras-chave:

Poesia Inglesa, Teatro Inglês, Sir Thomas More (a peça), Conde de Surrey

Resumo

Ao longo do século XVI, na Inglaterra, muitos poetas ocuparam posições de destaque na vida política, alguns ligados à nobreza, e outros de origens mais humildes. Nesse período, o verso branco se consolida, a literatura vernacular ganha projeção, e o drama torna-se central na cultura. Poetas ocasionalmente surgem como personagens, como é o caso de Sir Thomas More (1600), de Anthony Munday e Henry Chettle, em que três poetas dividem o palco: Erasmo de Roterdã, reformador educacional; Conde de Surrey, introdutor do verso sem rimas; e o próprio More. Essas figuras enfrentam as instabilidades políticas da Era Tudor e ocupam a posição de “estranhos” na Corte. A partir dessas representações, articuladas a episódios biográficos de poetas e ao desenvolvimento histórico da poesia, o artigo examina como o poeta emerge como alguém “fora de lugar”.

Biografia do Autor

Régis Augustus Bars Closel, Universidade Federal de Santa Maria

Professor Adjunto na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Obteve seu Doutorado na Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP/FAPESP), com período de um ano no The Shakespeare Institute, na University of Birmingham, Reino Unido. Realizou seu pós-doutorado na Universidade São Paulo (USP/ FAPESP), como novo estágio no Shakespeare Institute. Dedica-se ao estudo, ensino e orientação sobre o drama do renascimento inglês na graduação e pós-graduação. Traduziu peças colaborativas desse período: Sir Thomas More (1600/1603-4, publicado pela Editora da UFSM em 2024) e Arden de Faversham (1588-9, no prelo) para o português. Organiza o tradicional evento Jornada Shakespeare e colabora com professores e pesquisadores em diversos projetos de pesquisa no Brasil e no exterior sobre Shakespeare e seus contemporâneos.

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Publicado

2026-07-01

Edição

Seção

Estudos Literários e Culturais

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