Narrativas da demência no Brasil: memórias de cuidadores
DOI:
https://doi.org/10.5007/2175-8026.2026.e108556Palavras-chave:
Escritas da vida, Auto/biografia, Memórias de cuidadores, Demência, Doença de AlzheimerResumo
Escritos auto/biográficos de autores que se tornaram cuidadores de pessoas com demências, como a doença de Alzheimer, existem desde a década de 1980, especialmente nos Estados Unidos, Reino Unido e Europa, enquanto textos brasileiros começaram a ser publicados com mais frequência a partir dos últimos dez anos. Este trabalho trata de oferecer a primeira visão geral de todas as obras desse tipo publicadas no Brasil, com atenção para o caráter referencial e representativo do corpus em relação a dados estatísticos sobre cuidadores de pessoas com demência. Assim, examinaremos questões de gênero, local e condições de cuidado, cor ou raça e classe dos escritores e de seus familiares, além de um comentário breve sobre os recursos paratextuais encontrados nas obras. Em seguida, proporemos dois modos principais de classificar as narrativas de cuidadores, um modo trágico e um pragmático, a fim de discutir de maneira mais didática as configurações formais desse subgênero e as principais questões envolvidas em textos semelhantes, como a presunção da perda de identidade da pessoa com demência, e as tensões éticas envolvidas no ato de narrar e refletir o fardo da experiência individual do cuidado sem reproduzir estigmas e estereótipos culturalmente difundidos a respeito da demência e do envelhecimento nem violar a privacidade de alguém incapaz de compreender ou consentir sua participação no processo. Por último, analisaremos com mais detalhe o livro de Elaine Tavares, Boa noite, seu Tavares (2025), que exemplificará as características dos dois modos discutidos anteriormente e também oferecerá um vislumbre do paradigma ético/social de escrita da vida. No percurso, buscaremos sistematizar os principais teóricos que trataram de objetos semelhantes, para facilitar o aprofundamento das questões em trabalhos futuros.
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