Mídia e necropolítica: como o silêncio da mídia tradicional alimenta a política de mortes
DOI:
https://doi.org/10.5007/1984-6924.2026.e100785Palavras-chave:
Mídia hegemônica, racismo midiático, necropolítica, mediatização, pacto da branquitudeResumo
Este trabalho pretende investigar o papel exercido pela mídia tradicional em relação à manutenção da necropolítica, assim como a sua aceitação perante a sociedade. Para isso, analisei a cobertura realizada pelo Jornal Extra sobre o assassinato de Ághata Felix, menina de oito anos atingida por um tiro de fuzil, desferido por um policial militar no Complexo de favelas do Alemão, Rio de Janeiro. Investigo como a não racialização das mortes em massa de pessoas negras retroalimenta a política de mortes, ao não pautá-la. Para demonstrar a importância que a mídia exerce no que tange aos assuntos que são debatidos na sociedade utilizo o conceito de midiatização (SODRÉ, 2017). Os conceitos de necropolítica (MBEMBE, 2018), mito da democracia racial e pacto da branquitude (BENTO, 2022) apresentam-se correlacionados entre si.
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