Medios y necropolítica: cómo el silencio de los medios tradicionales alimenta la política de la muerte
DOI:
https://doi.org/10.5007/1984-6924.2026.e100785Palabras clave:
medios hegemónicos, racismo mediático, necropolítica, mediatización, pacto de la blanquitudResumen
Este trabajo pretende analizar el papel que juegan los medios tradicionales en relación al mantenimiento de la necropolítica, así como su aceptación en la sociedad. Para ello, analicé la cobertura realizada por Jornal Extra sobre el asesinato de Ághata Felix, una niña de ocho años baleada por un policía militar en Complexo de Favelas do Alemão, Rio de Janeiro. Investigo cómo la no racialización de las muertes masivas de personas negras retroalimenta la política de muerte, al no guiarla. Para demostrar la importancia que juegan los medios en relación con los temas que se debaten en la sociedad, utilizo el concepto de mediatización (SODRÉ, 2017). Los conceptos de necropolítica (MBEMBE, 2018), mito de la democracia racial y pacto de blancura (BENTO, 2022) se correlacionan entre sí.
Citas
AGAMBEN, Giorgio. Estado de exceção. São Paulo: Boitempo. 2004.
AGAMBEN, Giorgio. Homo Sacer: o poder soberano e a vida nua I. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2002.
BENTO, Maria Aparecida Silva. Branqueamento e branquitude no Brasil. In: CARONE, Iray; BENTO, Maria Aparecida Silva (org.). Psicologia social do racismo: estudos sobre branquitude e branqueamento no. 6. ed. Petrópolis: Vozes, 2014. p. 25-57.
BENTO, Maria Aparecida Silva. O pacto da branquitude. São Paulo: Companhia das Letras, 2022.
CUBAS, Viviane; NATAL, Ariadne; CASTELO BRANCO, Frederico. Violência policial: abordagens da literatura. In: KUCINSKI, Bernardo et al. Bala perdida: a violência policial no Brasil e os desafios para sua superação. São Paulo: Boitempo, 2015. p. 116-134.
FOUCAULT, Michel. O nascimento da biopolítica: curso dado no Collège de France (1978-1979). São Paulo: Martins Fontes, 2008.
FOUCAULT, Michel. Em defesa da sociedade: Curso no College de France: (1975-1976). São Paulo: Martins Fontes, 2005.
GRUPO DE ESTUDOS MULTIDISCIPLINARES DA AÇÃO AFIRMATIVA. Jornalismo brasileiro: raça e gênero de quem escreve nos principais jornais do país. https://gemaa.iesp.uerj.br/infografico/jornalismo-brasileiro-raca-e-genero-de-quem-escreve-nos-principais-jornais-do-pais/
JORNALISTAS E CIA. Perfil racial da imprensa brasileira. Disponível em: https://www.jornalistasecia.com.br/files/perfilracialdaimprensabrasileira.pdf.
MARINHO, Irineu; MARINHO, João Roberto; MARINHO, José Roberto. Princípios editoriais Grupo Globo. Extra, Rio de Janeiro, 6 ago. 2011a. Disponível em: https://extra.globo.com/principios-editoriais/. Acesso em: 21 mar. 2024.
MBEMBE, Achille. Crítica da razão negra. São Paulo: n-1 edições. 2020a.
MBEMBE, Achille. Necropolítica: biopoder, soberania, estado de exceção, política da morte. São Paulo: n-1 edições, 2018.
MBEMBE, Achille. Políticas da inimizade. São Paulo: n-1 edições, 2020b.
MOTTA, Luiz Gonzaga. A análise pragmática da narrativa jornalística. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE CIÊNCIAS DA COMUNICAÇÃO, 28., 2005, Rio de Janeiro. Anais [...]. São Paulo: Intercom, 2005. p. 1-16. Disponível em: http://www.portcom.intercom.org.br/pdfs/105768052842738740828590501726523142462.pdf .
MOTTA, Luiz Gonzaga. Análise Crítica da Narrativa. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 2013.
SILVA, Vanessa Almeida da. Infâncias interrompidas - uma análise sobre as narrativas do genocídio da população negra em veículos da mídia hegemônica e contra-hegemônica no Rio de Janeiro. Dissertação de Mestrado. Programa de Pós-graduação em Relações Étnico-Raciais, Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca- CEFET/RJ. 2023.
SODRÉ, Muniz. A ciência do comum: notas para o método comunicacional. 1. reimpr. Petrópolis: Vozes, 2017.
SODRÉ, Muniz. Antropológica do espelho: uma teoria da comunicação linear e em rede. 8. ed. Petrópolis: Vozes, 2013.
SODRÉ, Muniz. O fascismo da cor. Petrópolis: Vozes. 2023.
Descargas
Publicado
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2026 Vanessa Almeida da Silva

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución 4.0.
Los autores conservan los derechos de autor y los derechos de publicación sobre sus obras sin restricciones.
Al enviar su trabajo, los autores conceden a Estudos em Jornalismo e Mídia el derecho exclusivo de primera publicación, con la obra simultáneamente licenciada bajo la Licencia Creative Commons Atribución (CC BY) 4.0 Internacional. Esta licencia permite a terceros remezclar, adaptar y desarrollar a partir de la obra publicada, siempre que se otorgue el debido reconocimiento a la autoría y a la publicación original en esta revista.
Los autores también están autorizados a celebrar contratos adicionales, por separado, para la distribución no exclusiva de la versión publicada de la obra en esta revista (por ejemplo: depositarla en un repositorio institucional, ponerla a disposición en un sitio web personal, publicar traducciones o incluirla como capítulo de libro), siempre que se reconozcan la autoría y la publicación inicial en Estudos em Jornalismo e Mídia.
