Movements in time in textualizations: Globo's narratives about concentration camps
DOI:
https://doi.org/10.5007/1984-6924.2024.e97305Keywords:
Concentration Camp, Fantástico, Jornal NacionalAbstract
The concentration camps experienced in Ceará in 1932 are (re)assembled by Rede Globo in reports from 1996, broadcasted by Fantástico, and 2019, by Jornal Nacional. In addition to the narratives articulated in different contexts, the productions involve different relationships with time. In order to observe these connections, the experiences with the reports were guided by experiments based on textuality studies in order to visualise and discuss the involvements with temporalities that occur in the process of textualizing the reports and, thus, shaping the historical event. Based on these observations, we discuss movements in time as a performative dynamic marked by engagements with temporalities that allow for variations in the ways in which the concentration camps are narrated.
References
AMORMINO, Luciana. A memória como gesto: artesanias temporais em uma cidade-trapeira. Tese (doutorado em Comunicação Social) — Universidade Federal de Minas Gerais, Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, Belo Horizonte, 2023.
ARAÚJO, Ariadne. Sertão do Ceará teve campo de concentração. Jornal O Povo, Fortaleza, 6 jul. 1996.
ASSMANN, Aleida. Is time out of joint? On the rise and fall of the modern time regime. Ithaca: Cornell University Press, 2020.
FANTÁSTICO. Campos de Concentração em Senador Pompeu. Canal do Paulo Jeyson - YouTube, 1996. Disponível em: l1nq.com/fantastico. Acesso em: 15 nov. 2023.
FANTINATTI, Maria. O que se vê na tv: análise do fluxo de programação da Rede Globo. Tese (doutorado em Comunicação e Semiótica) — Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2008.
GOMES, Itania. Estabilidade em fluxo: uma análise cultural do Jornal Nacional da Rede Globo. In: GOMES, Itania. Análise de telejornalismo: desafios teórico-metodológicos. Salvador: EdUFBA, 2012.
JORNAL NACIONAL. Antigo campo de concentração de retirantes no Ceará é tombado. Rede Globo, 5 ago. 2019. Disponível em: acesse.one/jnacional. Acesso em: 15 nov. 2023.
LEAL, Bruno. Introdução às narrativas jornalísticas. Porto Alegre: Sulina, 2022.
LEAL, Bruno; MANNA, Nuno; JÁCOME, Phellipy. Movimentos metodológicos em pesquisas do jornalismo: questões temporais e textuais. In: MARTINS, B. et al. Experiências metodológicas em textualidades midiáticas. Belo Horizonte: Relicário, 2019.
LEAL, Bruno; MACÊDO, Daniel. “Dar fé” à catástrofe cotidiana: a multidimensionalidade dos acontecimentos. E-Compós, v. 27, 2024.
MACÊDO, Daniel. Necropolíticas do confinamento: da operacionalização à patrimonialização do Campo de Concentração do Patu, em Senador Pompeu/CE. Fênix - Revista de História e Estudos Culturais, v. 21, n. 2, 2024.
MACÊDO, Daniel. Notas sobre pesquisar (com)textos: textualidades e sensibilidades em performances. In: LIMA, Shelton; TIMOTEO, Aquinei. Metodologias em pesquisas acadêmico-científicas: subjetividades, afetações e práticas. Rio Branco: Nepan Editora/EdUFAC, 2025.
MANNA, Nuno. Jornalismo e o espírito intempestivo: Fantasmas na mediação jornalística da história, na história. Tese (doutorado em Comunicação Social) — Universidade Federal de Minas Gerais, Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, Belo Horizonte, 2016.
NEVES, Frederico. A multidão e a história: saques e outras ações de massas no Ceará. Rio de Janeiro: Relume Dumará, 2000.
RIOS, Kênia. Isolamento e poder: Fortaleza e os campos de concentração na seca de 1932. Fortaleza: Imprensa Universitária, 2014.
ROCHA, Everardo; AUCAR, Bruna. Fantástico, o show da vida: televisão, convergência e consumo. Revista ALCEU, Rio de Janeiro, v. 11, n. 22, p. 43-60, 2011.
TAYLOR, Diana. ¡Presente! The politics of presence. Durham: Duke University Press, 2020.
TAYLOR, Diana. O arquivo e o repertório: performance e memória cultural nas Américas. Belo Horizonte: EdUFMG, 2013.
Downloads
Published
Issue
Section
License
Ao encaminhar textos à revista Estudos em Jornalismo e Mídia, o autor estará cedendo integralmente seus direitos patrimoniais da obra à publicação, permanecendo detentor de seus direitos morais (autoria e identificação na obra), conforme estabelece a legislação específica. O trabalho publicado é considerado colaboração e, portanto, o autor não receberá qualquer remuneração para tal, bem como nada lhe será cobrado em troca para a publicação. As ideias e opiniões expressas no artigo são de exclusiva responsabilidade do autor, não refletindo, necessariamente, as opiniões da revista. Citações e transcrições são permitidas mediante menção às fontes. A revista Estudos em Jornalismo e Mídia está sob a Licença Creative Commons
