Jornalismo e mercado de trabalho no Espírito Santo: características do território na percepção dos empregadores
DOI:
https://doi.org/10.5007/1984-6924.2025.e104275Palavras-chave:
Jornalismo, Comunicação e Trabalho, Mercado de TrabalhoResumo
Este artigo analisa transformações no mercado de trabalho para jornalistas e apresenta um recorte desse mercado no estado do Espírito Santo. A partir de entrevistas realizadas com gestores de veículos de comunicação, entidades públicas, empresas privadas e ONGs, o estudo investiga a reconfiguração das funções e a precarização do trabalho jornalístico, influenciadas pela nova economia e pelas crises do capitalismo. O referencial teórico parte da concepção de Antunes (2005) sobre a nova morfologia do trabalho e da teoria do jornalismo de Genro Filho (1987). A análise das entrevistas, alinhada ao referencial teórico, permite identificar as características do trabalho do jornalista no território investigado e os impactos das transformações do mundo do trabalho no jornalismo, com destaque para a "crise de identidade" da profissão. Em concordância com as pesquisas realizadas nacionalmente, o estudo revela um mercado concorrido, em que a ausência de posições na mídia tradicional afasta o trabalhador do fazer e da ética da profissão, gerando um processo de reificação e estranhamento.
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