Esporte como universalidade normativa: hierarquias raciais e regimes de reconhecimento das práticas corporais nas políticas públicas brasileiras

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5007/2175-8042.2026.e114370

Palavras-chave:

Esporte, Políticas públicas de esporte e lazer, Hierarquia racial das práticas corporais

Resumo

Este artigo analisa a constituição histórica e contemporânea das políticas públicas de Esporte e lazer no Brasil, com ênfase na identificação de uma hierarquia de reconhecimento entre diferentes práticas corporais. A partir da reconstrução de marcos legais e institucionais e da análise de programas federais, especialmente após a criação do Ministério do Esporte em 2003, argumenta-se que, embora os documentos mobilizem discursos de democratização, inclusão e pluralidade, o Esporte moderno ocupa posição normativa e privilegiada na estrutura das políticas públicas. Em contraste, práticas corporais de matrizes africanas, afro-brasileiras e indígenas permanecem frequentemente invisibilizadas ou reconhecidas de forma marginal no desenho das políticas analisadas. O estudo propõe a categoria “Hierarquia Racial das Práticas Corporais” para interpretar a produção estatal de desigualdades simbólicas e materiais no campo do Esporte e do lazer, evidenciando que a universalização do Esporte opera como mecanismo de hierarquização que organiza diferentes formas de reconhecimento institucional no contexto brasileiro

Biografia do Autor

Cristiano Neves da Rosa, Prefeitura Municipal de Gravataí/Prefeitura Municipal de Alvorada

Doutor em Ciências do Movimento Humano (UFRGS, 2019) e em Políticas Públicas (UFRGS, 2026). Professor da Prefeitura Municipal de Alvorada (RS, Brasil) e da Prefeitura Municipal de Gravataí (RS, Brasil).

Camila Penna de Castro, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Doutora em Sociologia (UnB, 2013). Docente do IFCH da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Porto Alegre, RS, Brasil

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Publicado

2026-09-09

Como Citar

ROSA, Cristiano Neves da; CASTRO, Camila Penna de. Esporte como universalidade normativa: hierarquias raciais e regimes de reconhecimento das práticas corporais nas políticas públicas brasileiras. Motrivivência, Florianópolis, v. 38, n. 69, p. 1–23, 2026. DOI: 10.5007/2175-8042.2026.e114370. Disponível em: https://periodicos.ufsc.br/index.php/motrivivencia/article/view/114370. Acesso em: 13 set. 2026.

Edição

Seção

Seção Temática