OBSERVAÇÕES SOBRE OS IMPACTOS ECONÔMICOS ESPERADOS DOS JOGOS OLÍMPICOS DE 2016

Autores

  • Marcelo Weishaupt Proni Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas

DOI:

https://doi.org/10.5007/2175-8042.2009n32-33p49

Palavras-chave:

Jogos Olímpicos, Marketing esportivo, Economia política do esporte

Resumo

  O propósito central do artigo é examinar algumas projeções a respeito dos impactos econômicos da realização dos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro, em 2016. Observando os Jogos de Barcelona (1992), Sydney (2000) e Beijing (2008), constata-se que este megaevento pode ser um catalisador de investimentos na infraestrutura urbana e ajudar a dinamizar o turismo e a gerar empregos. Contudo, em geral, os resultados projetados tendem a superestimar os benefícios que os Jogos podem oferecer, procurando assim legitimar os gastos do governo, que são vitais para viabilizar a realização dos Jogos. O artigo apresenta o orçamento do ambicioso projeto olímpico Rio-2016. E procura argumentar que as Olimpíadas poderão ser muito benéficas, mas para poucos segmentos econômicos e sociais, de modo concentrado na cidade sede. Para evitar um uso abusivo de recursos públicos, como foi o caso das Olimpíadas de Athens (2004) e dos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro (2007), o artigo enfatiza a necessidade de aprimorar mecanismos democráticos para a tomada de decisões e de propiciar transparência na execução do orçamento. Ao final, argumenta que os principais legados dos Jogos Olímpicos de 2016 não serão no campo econômico.

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Publicado

2010-10-12

Edição

Seção

DOSSIÊ ESPECIAL: 2007-2016 A Década dos Megaeventos Esportivos no Brasil