O conceito “capital cultural” em Pierre Bourdieu e a herança etnográfica

Autores

  • Maria Amália de Almeida Cunha Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte

DOI:

https://doi.org/10.5007/%25x

Palavras-chave:

Capital Intelectual, Etnografia, Imperialismo, Cultura, Intellectual Capital, Ethnography, Imperialism, Culture

Resumo

Este artigo tem por objetivo realizar uma análise retrospectiva acerca da gênese do conceito “capital cultural” em Pierre Bourdieu, formalizado inicialmente em colaboração com Jean-Claude Passeron na obra Les héritiers, publicada em 1964. Nossa proposição inicial é que a trajetória intelectual pregressa de Bourdieu pode ter condicionado as observações acerca das atitudes em relação à escola e à cultura de estudantes oriundos de diferentes classes sociais, como analisado na obra supracitada. Ao realizar uma revisão desta obra em especial, tentaremos, assim, investigar as contribuições advindas dos primeiros registros etnográficos de Bourdieu, presentes em trabalhos seminais como Sociologie de l´Algérie e Travail et travailleurs en Algérie. Este trabalho toma como pressuposto inicial que não se pode levar adiante uma refl exão fechada dos usos do capital cultural: buscar-se-á, desta forma, investigar como os trabalhos etnográfi cos de Bourdieu repercutiram na formalização deste conceito.

Biografia do Autor

Maria Amália de Almeida Cunha, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte

Graduação em Ciências Sociais pela UNESP (1993), mestrado em Sociologia pela UNESP (1997), doutorado em Educação pela UNICAMP (2003) e doutorado sanduíche em Sociologia - PARIS X - Nanterre (2001). Mais informações: Currículo Lattes - CNPq.

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Publicado

2007-11-16