O registro da cor em requerimentos para concursos de professores

Autores

  • Maria Lúcia Rodrigues Müler

DOI:

https://doi.org/10.5007/2175-795X.2010v28n1p37

Palavras-chave:

Negros, Brasil, História, República Velha-1889–1930, Discriminação na educação.

Resumo

Pretende-se, neste artigo, apresentar dados sobre a origem racial de candidatos a concursos para provimento de vagas de professores adjuntos no magistério público do Rio de Janeiro (antigo Distrito Federal) no período da Primeira República, cruzando o registro da cor nas certidões de nascimento dos candidatos com outras fontes, assim como discutir o processo de branqueamento do magistério do Distrito Federal, a partir dos debates sobre a suposta inferioridade da população negra brasileira, e o efeito dessas discussões na racionalização da carreira do magistério. Objetiva-se, também, discorrer sobre as formas de classi' cação racial dos brasileiros nesse período histórico. A cor da pele, de atributo simplesmente biológico, assume um conteúdo cultural, social e moral em um imenso conjunto de quali' cativos inferiorizantes. Esse processo aconteceu, principalmente, com os fenoticamente negros ou de pele mais escura, que não podiam de alguma forma disfarçar sua origem racial.

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Publicado

2010-06-03