A condicionalidade de educação dos programas de transferência de renda: uma análise crítica do programa Bolsa Família

Autores

  • Bruna Cristina Neves Carnelossi PUC/SP
  • Maria Eliza Mattosinho Bernardes Universidade de Sâo Paulo

DOI:

https://doi.org/10.5007/2175-795X.2014v32n1p285

Palavras-chave:

Bolsa Família, Educação, Pobreza

Resumo

O presente artigo analisa a relação de dependência entre educação e transferência de renda objetivada no Programa Bolsa Família, sobretudo entre sua proposta central de redução da pobreza e a contrapartida exigida na área da educação. A tese da eficácia de tal condicionalidade é posta aqui em questão, a partir do desenvolvimento de um esquema interpretativo que faz crítica aos reais limites da condicionalidade da educação quanto à sua contribuição no enfrentamento à pobreza no Brasil. A educação na execução do programa é investigada a partir da exposição teórica que questiona sua função e importância, enquanto instrumento capaz de intervir efetivamente no enfrentamento à pobreza. Entende-se que programas de transferência de renda atrelados à educação devem se fundamentar em uma proposta mais consistente sobre seu papel na contribuição do processo educativo das famílias beneficiárias do Programa Bolsa Família, portanto, sobre sua real influência no enfrentamento massivo da pobreza que acercam milhões de brasileiros. 

Biografia do Autor

Bruna Cristina Neves Carnelossi, PUC/SP

Especialista em psicologia política, movimentos sociais e políticas públicas (EACH/USP) e mestra pelo programa de estudos pós graduados de Serviço Social (PUC/SP), doutoranda pelo programa de estudos pós graduados de Serviço Social (PUC/SP).

Maria Eliza Mattosinho Bernardes, Universidade de Sâo Paulo

Docente na Universidade de Sâo Paulo e dos programas de pós-graduação em Educação e Mudanças Sociais e Participação Política da Universidade de São Paulo. Lider do GEPESPP (EACH USP /CNPq) e pesquisadora vinculada ao GEPAPe (FEUSP).

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Publicado

2014-04-30