Olhares de professores homens de Educação Infantil: conquistas e preconceitos

Autores

  • Josiane Peres Gonçalves UFMS http://orcid.org/0000-0002-7005-849X
  • Adriana Horta de Faria Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD)
  • Maria das Graças Fernandes de Amorin dos Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS)

DOI:

https://doi.org/10.5007/2175-795X.2016v34n3p988

Palavras-chave:

Representações sociais, Educação infantil, Homens professores

Resumo

O objetivo desta pesquisa é verificar quais são as representações sociais de professores homens que atuam com crianças na faixa etária de 0 a 5 anos matriculadas em instituições públicas de educação infantil no Estado de Mato Grosso do Sul. Como metodologia foi usada a técnica de entrevista a partir de questionário semiestruturado, entrevistas que foram gravadas em áudio, transcritas e analisadas sob a perspectiva das representações sociais com professores de quatro municípios do referido Estado. Os resultados apontam que os professores do sexo masculino são limitados quanto à sua atividade, pois não é permitido que executem tarefas próprias da profissão, como banho e troca de fraldas, pois o receio da pedofilia é evidente. As discussões sugerem que poucos homens optam pela carreira docente, isso devido ao fato de ser considerada uma profissão feminina. Como conclusão, pode-se afirmar que a educação infantil deve oferecer às crianças contato com adultos, que são as suas referências, de ambos os sexos, especialmente na escola, local em que elas iniciam a socialização fora da família. Nesse sentido, pode-se afirmar que homens podem, sim, contribuir de forma positiva com o processo de educação escolar de crianças.

Biografia do Autor

Josiane Peres Gonçalves, UFMS

Doutora em Educação pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC/RS). Professora dos Cursos de Ciências Sociais e Pedagogia, do Campus de Naviraí, e do Programa de Pós-Graduação em Educação, campus Pantanal, pela Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS).

 

Adriana Horta de Faria, Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD)

Graduada em Pedagogia pela Universidade do Mato Grosso do Sul (UFMS). Mestranda em Educação pela Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD).

Maria das Graças Fernandes de Amorin dos, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS)

Doutora em Educação pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Professora do Curso de Pedagogia na Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS).

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Publicado

2017-02-23