Colecionar experiências: mapas formativos na formação docente inicial
DOI:
https://doi.org/10.5007/2175-795X.2026.e110912Schlagworte:
Formação docente inicial, Mapas formativos, Análise culturalAbstract
O artigo analisa mapas formativos produzidos por estudantes de Pedagogia no contexto de uma pesquisa sobre formação docente inicial, tomando-os como documentos de experiência e artefatos culturais. Parte-se da compreensão de que a docência se constitui em percursos abertos, compostos por encontros, escolhas, deslocamentos, memórias, afetos e condições institucionais que atravessam o tornar-se professora. O objetivo é compreender como esses mapas produzem sentidos sobre a docência em constituição, dando visibilidade aos modos como estudantes narram e organizam seus percursos formativos. A pesquisa, de caráter empírico, foi orientada pela etnografia performativa e desenvolvida em um componente curricular de um curso de Licenciatura em Pedagogia de uma universidade pública federal. O corpus analisado é composto por três mapas formativos, selecionados pela potência analítica de suas formas de inscrição do percurso. A leitura foi conduzida pela análise cultural, observando recorrências, ênfases, silêncios, relações entre palavras, imagens, cores, trajetos e vazios, posições de sujeito mobilizadas e condições sociais que tornam certos modos de narrar a formação possíveis. A análise evidencia que os mapas operam como dispositivos narrativos e analíticos, ao tornarem visíveis paisagens subjetivas, fraturas sociais, vínculos, repertórios e escolhas éticas, estéticas e políticas. Conclui-se que colecionar experiências envolve selecionar marcas, atribuir sentidos e compor arquivos provisórios de uma docência em constituição.
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