As reformas fascistas na educação italiana (de Gentile a Bottai) e a crítica de Antonio Gramsci

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DOI :

https://doi.org/10.5007/2175-795X.2026.e110720

Mots-clés :

Fascismo italiano, Reformas educacionais, Antonio Gramsci

Résumé

O presente artigo analisou as reformas educacionais implementadas pelo fascismo italiano e examina sua trajetória de 1922 e 1943 tendo em vista seu papel na construção de uma ordem social autoritária-totalitária necessária a manutenção da ordem social capitalista no início do século XX. Dialogando com a produção específica de E. Gentile (1988), J. S. B. Horta (2008; 2009), C. S. da Rosa (2008) e D. R. Silva (2016) para, posteriormente, proceder à reconstrução viabilizada pelas fontes legais da educação italiana, organizadas e sintetizadas por M. Bellucci e M. Ciliberto (1978), E. Bertonelli, G. Chiosso e G. Tognon (2003). Essas bases informam que a Reforma Gentile (1922-1924) não superou as mazelas do sistema escolar italiano resultado da reforma educacional (Gabrio Casati) do século XIX e estabeleceu maior centralização burocrática, aumentou a seletividade no acesso e no trajeto escolar (politici dei esame), além de reiterar a dualidade formação clássica-formação profissional. Após a crise do assassinato do Deputado Mateotti em 1924, o fascismo ingressa numa fase totalitária e perde seu ministro Giovanni Gentile e o regime dá início às mudanças (politici dei ritoqui) da primeira reforma fascista. Sucessivos ministros ajustam e ampliam o caráter autoritário da política educacional, institucionalizando a militarização da juventude e aumentando o controle ideológico dos conteúdos de ensino e da representação dos professores. Contra tudo isso, Gramsci vai propor uma escola unitária e emancipadora, capaz de formar entre os subalternos intelectuais orgânicos à construção de uma hegemonia nacional-popular.

Bibliographies de l'auteur

Marcelo Lima, Universidade Federal do Espírito Santo

Doutor em Educação pela Universidade Federal Fluminense, UFF, RJ, Brasil. Pedagogo e Mestre em Educação pela Universidade Federal do Espírito Santo, UFES, Brasil. Pós-doutor em Educação pela UFF (Faperj - bolsa "Aluno nota dez"). É professor da UFES desde 2010 (classificado hoje 2024) como associado IV e Integra a linha de pesquisa "Educação, Formação Humana e Políticas Públicas" do PPGE-UFES (atualmente nota 06 Capes) com pesquisas no campo Trabalho-Educação (Ensino Médio e Historiografia da EPT)

Victor Leandro Chaves Gomes, Universidade Federal Fluminense

Doutor em Ciência Política  pelo antigo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro, IUPERJ, atual Instituto de Estudos Sociais e Políticos, IESP, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, UERJ, Brasil. Professor Associado de Teoria Política do Departamento de Estudos Estratégicos e Relações Internacionais (DEI), vinculado ao Instituto de Estudos Estratégicos (INEST) da Universidade Federal Fluminense, UFF, RJ, Brasil. Coordenador do Laboratório de Estudos em Política Internacional (LEPIN/UFF) e pesquisador do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Filosofia, Política e Educação (NuFiPE/UFF). Docente do Programa de Pós-Graduação em Educação na Faculdade de Educação da UFF.

Références

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Publiée

2026-09-30

Comment citer

Lima, M., & Gomes, V. L. C. (2026). As reformas fascistas na educação italiana (de Gentile a Bottai) e a crítica de Antonio Gramsci. Perspectiva, 44(3), 1–24. https://doi.org/10.5007/2175-795X.2026.e110720

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