Lectura y escritura en los años iniciales: análisis de datos diagnósticos y formación docente desde una perspectiva decolonial
DOI:
https://doi.org/10.5007/2175-795X.2026.e111049Palabras clave:
Formação docente, Avaliação educacional, DecolonialidadeResumen
Este artículo analiza la formación docente “Lectura y Escritura: posibilidades metodológicas de aprendizaje”, articulándola críticamente con los datos diagnósticos de lectura y escritura producidos por el CAEd en las redes municipal y estatal de los años iniciales de la de la Educación Primaria. Se trata de una investigación de enfoque cualitativo, de carácter analítico-interpretativo fundamentada en la perspectiva decolonial. El estudio problematiza la noción de “desfasaje” a la luz de la colonialidad del saber y del lenguaje, comprendiendo que las dificultades evidenciadas en las evaluaciones externas no pueden interpretarse exclusivamente como insuficiencias individuales, sino como expresiones de tensiones entre la cultura escolar normativa y los repertorios socioculturales del alumnado. Por su parte, el análisis de los datos revela un recorrido progresivo de complejización de las habilidades exigidas: desde la consolidación del sistema de escritura alfabética y la identificación de la finalidad textual en los años iniciales, hasta la predominancia de competencias discursivas, inferenciales y metatextuales en los años subsiguientes. En respuesta a este escenario, la formación propuso metodologías situadas, dialógicas y territorializadas, destacando el taller “Jaula Mágica” como dispositivo pedagógico que articula la producción textual, la memoria regional y la imaginación crítica. Se concluye que el abordaje de las defasajes en lectura y escritura en los primeros años de la Educación Primaria requiere la configuración de las prácticas pedagógicas, fundamentada en princípios ético-políticos que reconozcan el lenguaje como un espacio de construcción de significados y la escuela como un ámbito de formación crítica.
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