Violência estrutural e jovens escolares
reflexões sobre espacialidade e implicações para o ensino de geografia
DOI:
https://doi.org/10.5007/2359-1870.2025.e100941Palavras-chave:
Violência estrutural, Jovens escolares, Conhecimento geográfico da violênciaResumo
O presente artigo objetiva compreender aspectos da relação entre a jovens escolares e o fenômeno da violência estrutural, enfatizando seus desdobramentos e impactos mútuos nas práticas espaciais destes jovens no contexto escolar. Tem-se como premissa fundamental a demonstração de como espacialidades se constituem desta relação. E, sobretudo, como um saber relevante para se pensar temas urgentes e práticas de ensino na Geografia Escolar. A metodologia utilizada foi a de análise documental, na qual foram analisados os registros de casos de violência, entre os períodos de 2017 e 2018 em diversas unidades escolares de Goiânia (GO), sistematizados pela Secretaria Municipal de Educação. A partir dos registros foram estabelecidas análises qualitativas, sendo elegidas categorias analíticas pautadas em levantamentos teóricos por meio da pesquisa bibliográfica. A busca pela compreensão do fenômeno da violência estrutural frente aos jovens escolares revela os dispositivos mediadores da espacialidade escolar consequentemente das práticas espaciais, atuando como fator fundamental na ampliação de desigualdades, produzindo, todavia, múltiplas territorialidades.
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