Estratégias para resolução de problemas matemáticos por tríades de alunos com e sem relação de amizade<br>Strategies to the resolution of mathematical tasks by triads of students with and without regard for friendship

Autores

  • Maria do Carmo Silva Universidade Federal do Amapá
  • Marinalva Silva Oliveira Universidade Federal do Amapá

DOI:

https://doi.org/10.5007/1981-1322.2010v5n1p1

Palavras-chave:

Estratégias Matemáticas, Tríades de alunos, Participação Guiada, Afetividade

Resumo

O propósito desta pesquisa foi descrever e analisar as estratégias utilizadas por tríades de alunos com e sem relação de amizade durante a participação guiada em tarefas matemáticas. Participaram 24 alunos da 3a série do Ensino Fundamental, agrupados em quatro tríades com relação de amizade (TCRA) e quatro tríades sem relação de amizade (TSRA). A seleção para agrupá-los ocorreu através de entrevista buscando conhecer o vínculo afetivo. As interações foram registradas com filmadora e gravador e, posteriormente transcritas e analisadas. Os resultados mostraram que as tríades utilizaram uma multiplicidade de estratégias algorítmicas (EA) que envolviam seguimento de regras e estratégias não algorítmicas (ENA), caracterizadas pela ausência de regras matemáticas explícita. As estratégias algorítmicas (EA) foram ainda divididas em Orais e Escritas. Observou-se que tanto as TCRA quanto as TSRA utilizaram como estratégia comum à contagem utilizando os dedos e escrita. A diferença analisada nas estratégias foi à utilização de ENA por cálculo mental pelas TSRA, ou seja, os alunos buscavam resolver de forma individual e não expressavam para seus parceiros as estratégias utilizadas, ensejando desta forma, que o significado atribuído ao outro e a tarefa são possibilitadores ou não de interação entre os alunos.

Biografia do Autor

Maria do Carmo Silva, Universidade Federal do Amapá

Mestranda em Desenvolvimento Regional junto ao MINTEG- Mestrado Integrado da Universidade Federal do Amapá, Professora da rede Municipal de Ensino, graduada em Licenciatura Plena em Pedagogia pela Universidade Federal do Amapá, participante como pesquisadora do grupo do Núcleo de Educação e Cultura/NEC/UNIFAP cujas linhas são Interação Verbal e construção do conhecimento por crianças com síndrome de Down; Inclusão de crianças com necessidades educacionais especiais a partir da concepção sócio-histórica.

Marinalva Silva Oliveira, Universidade Federal do Amapá

Doutora em Psicologia pela Universidade de São Paulo (USP), professora do colegiado de Pedagogia e do Mestrado em Desenvolvimento Regional (MINTEG-/UNIFAP)d a Universidade Federal do Amapá,  Coordenadora do Núcleo de Educação e Cultura (NEC/UNIFAP) e Núcleo de Acessibilidade e Inclusão (NAI/UNIFAP), desenvolve pesquisas nas linhas de Interação Verbal e construção do conhecimento por crianças com síndrome de Down; Inclusão de crianças com necessidades educacionais especiais a partir da concepção sócio-histórica.

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Publicado

2011-03-28

Edição

Seção

Artigos