Uso do jogo mancala kalah no ensino de matemática

contribuições para o desenvolvimento do raciocínio lógico de estudantes do 7º ano de uma escola do campo

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5007/1981-1322.2023.e91299

Palavras-chave:

Educação do Campo, Etnomatemática, Jogos africanos, Mancala Kalah

Resumo

O presente artigo tem como objetivo geral analisar as contribuições do jogo Mancala Kalah no processo de ensino e aprendizagem de Matemática e no desenvolvimento do raciocínio lógico de estudantes do 7º ano de uma escola do Campo. Para nortear esta pesquisa, tivemos como horizonte metodológico a pesquisa exploratória de natureza qualitativa, desenvolvida em uma escola do Campo da Rede Municipal de Educação de Feira de Santana-BA, localizada na Comunidade Quilombola de Matinha dos Pretos. Após o trabalho de campo,  a pesquisa indica que o uso de estratégias investigativas e lúdicas, sobretudo o jogo Mancala Kalah, contribuiu para criar situações favoráveis para o ensino da Matemática na perspectiva da Etnomatemática, o que claramente nos mostrou que estas estratégias contribuíram para promover a aprendizagem de números inteiros e para o desenvolvimento de habilidades de raciocínio lógico destes estudantes. Conclui-se, portanto, que além da aprendizagem dos conteúdos matemáticos, foi evidenciado que a intervenção contribuiu para o fortalecimento da cultura campesina e o estímulo aos estudantes pelo gosto do estudo da Matemática.

Biografia do Autor

Patrícia das Virgens Almeida

Licenciada em Educação do Campo com Habilitação em Matemática pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia

Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, Centro de Ciência e Tecnologia em Energia e Sustentabilidade, Feira de Santana - BA, Brasil

Rita de Cácia Santos Chagas, UFRB

Doutora em Educação. Professora do curso de Licenciatura em Educação do Campo com Habilitações em Ciências da Natureza e Matemática da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia.

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Publicado

2023-03-13

Edição

Seção

Dossiê Temático: Ed. MTM em diálogo com a Ed. do Campo, Indígena e Quilombola