Atuação do intérprete educacional: parceria com professores e autoria

Lara Ferreira dos Santos, Cristina Broglia Feitosa de Lacerda

Resumo


Este estudo visa analisar e discutir o fazer do Intérprete Educacional (IE), profissional recente no país no campo da educação de surdos e cujas pesquisas sobre sua atuação, em sala de aula, mostram-se incipientes. Nosso objetivo foi discutir, além do trabalho de interpretação de uma língua para outra (Língua Brasileira de Sinais/Português), a relação de parceria com o professor e de que forma esta pode influenciar práticas de interpretação, bem como possibilidades de criação e autoria discursiva do profissional IE. Para este propósito nos apoiamos, principalmente, nos pressupostos de Bakhtin (2009, 2010), e em autores da área da surdez, tradução e interpretação. Os dados selecionados para este estudo foram coletados a partir de videogravação, e posterior transcrição, de uma aula de História com a presença de intérprete, no 6º. ano do Ensino Fundamental, em uma escola que se pretende inclusiva bilíngue para surdos. As análises sobre o fazer do Intérprete Educacional indicam que este não se restringe à tradução e interpretação de enunciados: ele é coautor dos discursos proferidos pelo professor em sala de aula, e sua prática se atrela ao trabalho desenvolvido pelo professor.


Palavras-chave


Intérprete Educacional; Língua Brasileira de Sinais; Tradução e interpretação de/para Libras; Surdez; Educação Especial

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DOI: https://doi.org/10.5007/2175-7968.2015v35nesp2p505



Cadernos de Tradução, Florianópolis, Santa Catarina, Brasil. ISSN 2175-7968.