Examinando o uso dos sistemas de memória de tradução na sala de aula de tradução

Autores

  • Marileide Esqueda Instituto de Letras e Linguística (ILEEL), Universidade Federal de Uberlândia
  • Igor A. Lourenço da Silva Instituto de Letras e Linguística (ILEEL), Universidade Federal de Uberlândia
  • Érika Nogueira de Andrade Stupiello Departamento de Letras Modernas, Universidade Estadual Paulista (UNESP)

DOI:

https://doi.org/10.5007/2175-7968.2017v37n3p160

Palavras-chave:

Tecnologias da Tradução, Sistemas de memória de tradução, Formação de tradutores

Resumo

Este artigo tem como objetivo refletir sobre o impacto dos sistemas de memória de tradução na sala de aula de ensino de tradução. Foram utilizados textos jurídico-administrativos como insumo à atividade tradutória dos alunos de um curso de graduação em tradução no eixo inglês-português. As atividades foram realizadas com o aporte do sistema Wordfast Classic 6.13. Os dados coletados revelam que as memórias de tradução, quando não sujeitas à reflexão do tradutor-aprendiz, podem afetar negativamente a sua tomada de decisão.

Biografia do Autor

Marileide Esqueda, Instituto de Letras e Linguística (ILEEL), Universidade Federal de Uberlândia

Marileide Dias Esqueda é professora adjunta em regime de dedicação exclusiva da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), onde leciona teoria e prática da tradução no Curso de Bacharelado em Tradução do Instituto de Letras e Linguística (ILEEL). Possui mestrado e doutorado em Tradução pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). É membro do grupo de pesquisa Translatio da Universidade Federal de Uberlândia (UFU-CNPq) e tem pesquisas nos seguintes temas: formação de tradutores, tecnologias aplicadas à tradução e tradução audiovisual. 

Igor A. Lourenço da Silva, Instituto de Letras e Linguística (ILEEL), Universidade Federal de Uberlândia

Igor A. Lourenço da Silva é professor adjunto em regime de dedicação exclusiva da Universidade Federal de Uberlândia, onde leciona teoria e prática da tradução no Curso de Bacharelado em Tradução do Instituto de Letras e Linguística (ILEEL). Possui mestrado e doutorado em Estudos Linguísticos pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). É membro do grupo de pesquisa Translatio da Universidade Federal de Uberlândia (UFU-CNPq) e tem pesquisas nos seguintes temas: processo tradutório, formação de tradutores, tecnologias aplicadas à tradução, rastreamento ocular, linguística de corpus e linguística sistêmico-funcional. Trabalhou como pesquisador assistente na Universidade do Sarre (Alemanha) e foi professor visitante na Universidade de Macau.

Érika Nogueira de Andrade Stupiello, Departamento de Letras Modernas, Universidade Estadual Paulista (UNESP)

Érika Nogueira de Andrade Stupiello é professora do curso de Bacharelado em Letras com Habilitação de Tradutor em Língua Inglesa na Unesp (Universidade Estadual Paulista) de São José do Rio Preto. Ministra as disciplinas de Tecnologias de Tradução e Prática de Tradução em Língua Inglesa. É doutora em Estudos Linguísticos (Estudos da Tradução) pela Unesp de São José do Rio Preto. Pesquisadora na área de Estudos da Tradução (tecnologias de tradução e tradução juramentada) e membro do Grupo de Pesquisa Multitrad (Abordagens Multidisciplinares em Tradução), cadastrado na base de dados do CNPq. Tradutora pública e intérprete comercial desde 2001. Tradutora técnica e intérprete de conferências desde 1997.  É autora do livro Ética profissional na tradução assistida por sistemas de memórias, a ser publicado pela Editora Unesp em março de 2015.

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Publicado

2017-09-05

Edição

Seção

Artigos