O sujeito tradutor entre a “sua” língua e a língua do outro.

Autores

  • Maria José Rodrigues Faria Coracini UNICAMP

DOI:

https://doi.org/10.5007/%25x

Palavras-chave:

identidade do tradutor, discurso, subjetividade, teoria e

Resumo

Este texto tem por objetivos: a) problematizar a dicotomia língua materna/língua estrangeira, formulando a hipótese de que ambas se interpenetram na constituição da subjetividade; b) verificar como se vêem os tradutores, que representações habitam o seu imaginário sobre língua, tradução e sobre o que seja ser tradutor, que relação estabelecem entre teoria e prática, como relacionam línguas que, escolar e socialmente, são dicotomizadas e como se sentem nessa(s) língua(s) enquanto sujeitos constituídos nelas e por elas. Foram coletados relatos orais, gravados em áudio, junto a sete sujeitos e questionários respondidos por escrito por outros quarenta tradutores. Foi possível notar que o tradutor permanece na tensão das contingências de sua história de vida, de sua formação, modificada pelo outro, pela línguacultura-texto do outro com quem se identifica e de quem se distingue, pelas contingências mercadológicas, pelas representações ou imagens do leitor.

Biografia do Autor

Maria José Rodrigues Faria Coracini, UNICAMP

Graduada em Letras: Francês-Português pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (1972), mestre em Letras (Língua Francesa) pela Universidade de São Paulo (1981), doutora em Ciência: Lingüística Aplicada pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1988) e Livre Docente em Lingüística Aplicada na Área de Ensino/Aprendizagem de Língua Estrangeira pela Unicamp (2000).

Mais informações: Currículo Lattes - CNPq.

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Publicado

2005-01-01

Edição

Seção

Artigos