Virgílio traduzido no Brasil: análise dos prefácios e notas dos tradutores

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5007/2175-7968.2021.e75245

Palavras-chave:

História da tradução no Brasil, Literatura Clássica Latina, Virgílio, Paratextos

Resumo

Este artigo apresenta as traduções das três obras de Virgílio, Geórgicas, Bucólicas e Eneida, publicadas no Brasil entre 1808 e 2016. Os prefácios e as notas dessas obras, quando escritos por seus respectivos tradutores, foram analisados a partir da teoria dos paratextos, desenvolvida por Genette. Por meio dessa análise, quatro temas foram identificados como mais recorrentes: contextualização da obra e seu autor; problemas e especificidades da tradução; diálogo entre tradutores; e justificativas para o projeto de tradução. Para exemplificar como os tradutores tratam cada um desses temas, foram selecionados exemplos de seus discursos, presentes nos prefácios e notas analisados. Por fim, a análise revelou a importância desses paratextos para a leitura e compreensão das obras de Virgílio pelos leitores de hoje.

 

Biografia do Autor

Thaís Fernandes, Universidade Federal de Santa Catarina

Doutora em Estudos da Tradução (PGET/UFSC) e professora adjunta do Departamento de Língua e Literatura Vernáculas da UFSC.

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Publicado

2021-05-25