A formação do tradutor jurídico: análise da competência tradutora em tradução jurídica e proposta de programa formativo

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5007/2175-7968.2021.e76665

Palavras-chave:

Tradução Jurídica, Formação, Competência Tradutora em Tradução Jurídica, Proposta Formativa

Resumo

O objetivo do presente artigo é propor um programa formativo para tradutores de textos jurídicos a partir da análise da competência tradutora em tradução jurídica. Para isto, antes de analisar o desenvolvimento das áreas competentes que entram em jogo na tradução jurídica, recordaremos porque cabe diferenciar a tradução jurídica da tradução de outros tipos de textos e repassaremos argumentos que defendem a idoneidade, para o tradutor jurídico, de contar com uma formação que seja estritamente tradutológica, estritamente jurídica ou bem uma combinação de ambas. A proposta formativa que oferecemos pode ser adaptada a qualquer formato e duração e está dirigida tanto a egressos de direito como em tradução ou a tradutores profissionais que não trabalham com textos de caráter jurídico.

Biografia do Autor

Claudio Luiz da Silva Oliveira, Universidade Federal do Acre

Graduado em Letras - Português/Espanhol e Respectivas Literaturas. Mestre em Letras: Linguagem e Identidade. Doutorando em Estudos da Tradução pela Universidade Federal de Santa Catarina. Professor Assistente do Centro de Educação e Letras da Universidade Federal do Acre.

Referências

Cao, Deborah (2007). Translating Law. Clevedon: Multilingual Matters.

Gémar, Jean Claude (ed.) (1982). Langage du droit et traduction. Essais de jurilinguisti¬que. The Language of the Law and translation. Essays on Jurilinguistics. Montreal: Linguatech.

Gémar, Jean Claude (1988). «La traduction juridique: art ou technique d’interprétation?». Meta, 33 (2), p. 305-319.

González, Julia; Robert Wagenaar (2003). Tuning Educational Structures in Europe. Final Report. Phase One. Bilbao: Universidad de Deusto. http://www.unideusto.org/tuning.

Grupo de expertos del EMT (2009). Competences for Professional Translators, Experts in Multilingual and Multimedia Communication. http://ec.europa.eu/dgs/translation/programmes/emt/key_documents/emt_competences_translators_en.pdf.

Hurtado Albir, Amparo (ed.) (2017). Researching Translation Competence by PACTE Group. Ámsterdam: John Benjamins

Kelly, Dorothy (2005). A Handbook for Translator Trainers. Manchester: St. Jerome.

Kościałkowska-Okońska, Ewa (2016). «Implications of translation competence in the legal context: a didactic perspective». Comparative Legilinguistics, 27, p. 33-48.

Lavoie, Judith (2003). «Faut-il être juriste ou traducteur pour traduire le droit?». Meta, 48 (3), p. 393-401.

PACTE (2000). «Acquiring translation competence: “Hypotheses and methodological problems of a research project”». En: Beeby, Allison; Ensinger; Doris; Presas, Marisa (eds.). Investigating Translation. Ámsterdam: John Benjamins, p. 99-106.

Piecychna, Beata (2013). «Legal translation competence in the light of translational her-meneutics». Studies in Logic, Grammar and Rhetoric, 34 (1), p. 141-159.

Pommer, Sieglinde (2008). «Translation as intercultural transfer: the case of law». SKASE Journal of Translation and Interpretation, 3 (1), p. 17-21.

Prieto Ramos, Fernando (2011). «Developing legal translation competence: an integrati¬ve process-oriented approach». Comparative legilinguistics. International Journal for Legal Communication, 5, p. 7-21.

Šarčević, Susan (1994). «Translation and the law: an interdisciplinary approach». En: Snell-Hornby, Mary; Pöchhacker, Franz; Kaindl, Klaus (eds.). Translation Stu¬dies, an Interdiscipline. Ámsterdam: John Benjamins, p. 301-307.

Šarčević, Susan (1997). New Approach to Legal Translation. Dordrecht: Kluwer Law International. Scarpa, Federica; Orlando, Daniele (2017). «What it takes to do it right. An integrative EMT-based model for legal translation competence». The Journal of Specialised Translation, 27, p. 21-42.

Simonnaes, Ingrid (2013). «Legal translation and “traditional” comparative law – Simila¬rities and differences». Linguistica Antverpiensia New Series, 12, p. 147-160.

Soriano Barabino, Guadalupe (2016). Comparative Law for Legal Translators. Oxford: Peter Lang.

Sparer, Michel (2002). «Peut-on faire de la traduction juridique? Comment doit-on l’enseigner?» Meta, 47 (2), p. 265-278.

Wagner, Enma; Bech, Svend; Martínez, Jesús (2002). Translating for the European Union Institutions. Manchester: St. Jerome.

Publicado

2021-05-25

Edição

Seção

Artigos traduzidos