Jäger oder Jaguar: Ambivalente Perspektivität und Hybride Versprachlichung zu der Erzählung Meu Tio o Iauaretê und Ihrer Übersetzung Mein Onkel der Jaguar

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5007/2175-7968.2021.e83979

Palavras-chave:

João Guimarães Rosa, Curt Meyer-Clason, Fala de Proximidade, Tupi / Nheengatu

Resumo

No caso de textos ficcionais que encenam a perspetiva narrativa através de falas regionalmente específicas, o tradutor literário está confrontado com dificuldades quase insuperáveis. A oralidade que se constrói no contínuo de diálogo (unilateral) e fluxo de consciência constitui mais do que um problema de reprodução. A questão central é a perspetiva narrativa e as propostas de identificação dirigidas ao leitor implícito. No texto-alvo, isto se torna um desafio peculiar, não só para outra língua mas também para outro leitor, no caso de a constelação linguística binária ficar atravessada por uma terceira língua. É o caso da situação linguística híbrida na narrativa Meu tio o Iauaretê (1961) de João Guimarães Rosa
traduzida para alemão por Curt Meyer-Clason em Mein Onkel der Jaguar (1981). A nossa abordagem parte da categoria da fala de proximidade (Ágel & Hennig), tendo também em conta o processo autoreflexivo do tradutor que se manifesta no pósfácio e no glossário.

Biografia do Autor

Orlando Alfred Arnold Grossegesse, Universidade do Minho

Possui mestrado em Hispanística / Lusitanística e Comunicação Social (Hispanistik / Lusitanistik / Kommunikationswissenschaft) da Ludwig-Maximilians-Universität München (1985) e doutorado em Romanística e Comunicação Social (Romanistik/ Kommunikationswissenschaft) da mesma universidade (1989). Atualmente é professor associado da Universidade do Minho (Braga), na qual exerce docência, investigação e diversos cargos de gestão universitária desde 1990.

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Publicado

2021-09-30