Brincar com as mãos: narrativas do brincar simbólico de crianças surdas
DOI:
https://doi.org/10.5007/1518-2924.2022.e87104Palavras-chave:
Infância. Surdez. Brincar Simbólico. Observações. Perspectiva histórico-cultural.Resumo
O presente trabalho ocupou-se em investigar sobre o brincar simbólico das crianças surdas. A pesquisa está apoiada pelos estudos de Vygotsky (1989) e entende a surdez a partir de suas diferenças linguísticas e culturais (WITCHS, 2019; LOPES, 2013). O material empírico desta pesquisa é fruto de observações de sessões do brincar simbólico, no qual participam crianças surdas de 7 a 13 anos de idade. A partir disso, desdobram-se três categorias de análise: objetos, encontros e reinvenções, na qual se analisa a relação das crianças com os objetos e brinquedos; biculturalidade, presenças e ausências, na qual se olha para a brincadeira das crianças, identificando as marcas da cultura surda e da cultura ouvinte nesse movimento bicultural; e anúncios e narrativas, em que é analisada a relação da linguagem e das narrativas presentes no jogo simbólico. Conclui-se que a linguagem é fundamental para a experiência lúdica, não somente a linguagem no que se refere à “palavra”, mas a linguagem intrínseca nas ações.
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