SAÚDE MENTAL DE PROFISSIONAIS DA ENFERMAGEM: ENFRENTAMENTO E SUBJETIVIDADE DIANTE DA MORTE EM UTI Salud mental de los profesionales de enfermería: afrontamiento y subjetividad ante la muerte en la UCI

Conteúdo do artigo principal

Dayane Franco Martins
Prof. Dra. Maria Aparecida Penso
Virgínia Turra

Resumo

Tratou-se de um estudo descritivo e observacional, de abordagem quanti-qualitativa focalizada nas estratégias de Coping da enfermagem diante do processo de morte em UTIs para adultos, visando compreender as abordagens dos profissionais. Foi realizada uma análise de 30 artigos publicados entre 2007 e 2022, utilizando bases como Portal CAPES, PePSIC, PubMed, SCIELO e BVS. As estratégias identificadas incluíram coping religioso, evasão, negação, racionalização, modificações no ambiente de trabalho e fatores protetores contra o estresse ocupacional. Destaca-se a importância de discutir o tema morte no processo de formação e nos ambientes de trabalho. Muitos têm dificuldades em associar a morte ao ato de cuidar, exigindo a adoção de mecanismos de proteção e enfrentamento.

Detalhes do artigo

Como Citar
FRANCO MARTINS, Dayane; APARECIDA PENSO, Maria; TURRA, Virgínia. SAÚDE MENTAL DE PROFISSIONAIS DA ENFERMAGEM: ENFRENTAMENTO E SUBJETIVIDADE DIANTE DA MORTE EM UTI: Salud mental de los profesionales de enfermería: afrontamiento y subjetividad ante la muerte en la UCI. Cadernos Brasileiros de Saúde Mental/Brazilian Journal of Mental Health, [S. l.], v. 18, n. 56, p. 113–137, 2026. DOI: 10.5007/2595-2420.2026.e104897. Disponível em: https://periodicos.ufsc.br/index.php/cbsm/article/view/104897. Acesso em: 25 jun. 2026.
Seção
Artigos originais
Biografia do Autor

Prof. Dra. Maria Aparecida Penso

Maria Aparecida Penso – Psicóloga, Doutorado, Professora do Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Universidade Católica de Brasília (UCB), Brasília, DF, Brasil.

Virgínia Turra

Virgínia Turra - Psicóloga, Doutorado, Centro de Atendimento e Estudos Psicológicos do Instituto de Psicologia da Universidade de Brasília.

Referências

ANTONIAZZI, Adriane Scomazzon; DELL'AGLIO, Débora Dalbosco; BANDEIRA, Denise Ruschel. O conceito de coping: uma revisão teórica. Estudos de Psicologia (Natal), v. 3, p. 273-294, 1998.

BERNARDO, M. H.; GARBIN, A. D. C. A atenção à saúde mental relacionada ao trabalho no SUS: desafios e possibilidades. Revista Brasileira de Saúde Ocupacional, v. 36, n. 123, p. 103-117, jan. 2011.

BRAUN, Michal; GORDON, Dalya; UZIELY, Beatrice. Associations between oncology nurses' attitudes toward death and caring for dying patients. In: Oncology Nursing Forum, 2010.

DUNN, Karen S.; OTTEN, Cecilia; STEPHENS, Elizabeth. Nursing experience and the care of dying patients. In: Oncology Nursing Forum, 2005.

EIZIRIK, C. L. & BASSOLS, A. M. S. (2013). O ciclo da vida humana: uma perspectiva psicodinâmica (2.ª ed.). Porto Alegre: Artmed.

FERNANDES, Josicélia Dumêt et al. Enseñar salud/enfermería en el nueva propuesta de reestructuración académica. Revista da Escola de Enfermagem da USP, v. 41, p. 830-834, 2007.

FERNÁNDEZ-RÍOS, Luís; BUELA-CASAL, Gualberto. Standards for the preparation and writing of Psychology review articles. International Journal of Clinical and Health Psychology, v. 9, n. 2, p. 329-344, 2009.

FERNANDES, Maria Andréa et al. The perception by nurses of the significance of palliative care in patients with terminal cancer. Ciência & Saúde Coletiva, v. 18, n. 9, p. 2589, 2013.

FERNANDES, Maria de Fátima Prado; KOMESSU, Janete Hatsuko. Nurses' challenges in view of the pain and suffering of families of terminal patients. Revista da Escola de Enfermagem da USP, v. 47, p. 250-257, 2013.

FERNANDES, Márcia Astrês; SOARES, Leone Maria Damasceno; SILVA, Joyce Soares. Work-related mental disorders among nursing professionals: a Brazilian integrative review. Revista Brasileira de Medicina do Trabalho, v. 16, n. 2, p. 218, 2018.

FRANÇA, M. D. de; BOTOMÉ, S. P. (2005). É possível uma educação para morte. Psicologia em Estudo, 10(3), 547–548.

FOLKMAN, Susan; LAZARUS, Richard S. Stress, appraisal, and coping. Springer Publishing Company, 1984.

HORTA, Wanda de Aguiar. Necessidades humanas básicas: consideraçöes gerais. Rev. enferm. novas dimens, p. 266-8, 1975.

KOLLER, Sílvia H.; DE PAULA COUTO, Maria Clara P.; VON HOHENDORFF, Jean. Manual de produção científica. Penso Editora, 2014.

KOVÁCS, Maria Julia. Sofrimento da equipe de saúde no contexto hospitalar: cuidando do cuidador profissional. O mundo da saúde, v. 34, n. 4, p. 420-429, 2010.

LIMA, N. G. (2018). Percepções do processo de morte pelo profissional de enfermagem. Paracatu: [s.n.].

ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. Constituição da Organização Mundial da Saúde (OMS/WHO) – 1946, 2002.

MATURANA, A. P. P. M. & VALLE, T. G. M. do. (2014, dezembro). Estratégias de enfrentamento e situações estressoras de profissionais no ambiente hospitalar. Psicologia Hospitalar, 12(2), 02-23.

MULLAN, Barbara A.; KOTHE, Emily J. Evaluating a nursing communication skills training course: The relationships between self-rated ability, satisfaction, and actual performance. Nurse Education in Practice, v. 10, n. 6, p. 374-378, 2010.

PANZINI, Raquel Gehrke; BANDEIRA, Denise Ruschel. Coping (enfrentamento) religioso/espiritual. Archives of Clinical Psychiatry (São Paulo), v. 34, p. 126-135, 2007.

PERETRA, G. O. (Ed.). Tanatologia: desmistificando a morte e o morrer. São Paulo: Sarvier, 2020.

DOS SANTOS, Flávia Duarte et al. O estresse do enfermeiro nas unidades de terapia intensiva adulto: uma revisão da literatura. SMAD, Revista Eletrônica Saúde Mental Álcool e Drogas (Edição em Português), v. 6, n. 1, p. 1-21, 2010.

SANTOS, Janaina Luiza dos; BUENO, Sonia Maria Villela. Death education for nursing professors and students: a document review of the scientific literature. Revista da Escola de Enfermagem da USP, v. 45, p. 272-276, 2011.

SANTOS, Marta. Percepção de enfermeiros sobre a morte. Revista Brasileira de Enfermagem, v. 70, n. 1, p. 14-20, 2017.

SEQUEIRA, Carlos. Introdução à prática clínica: Do diagnóstico à intervenção em enfermagem de saúde mental e psiquiátrica. Coimbra: Quarteto Editora, p. 16, 2006.

SELYE, Hans. The stress syndrome. AJN The American Journal of Nursing, v. 65, n. 3, p. 97-99, 1965.

VAILLANT, George E. Ego mechanisms of defense and personality psychopathology. Journal of Abnormal Psychology, v. 103, n. 1, p. 44, 1994.

WORLDWIDE PALLIATIVE CARE ALLIANCE (WPCA). Global atlas of palliative care at the end of life. The World Hospice Palliative Care Association, Londres, p. 181-192, 2014.

WORLD HEALTH ORGANIZATION. WHO. Definition of Palliative Care, 2017.

Artigos Semelhantes

<< < 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 > >> 

Você também pode iniciar uma pesquisa avançada por similaridade para este artigo.