Semiose informacional na Amazônia Paraense: a placa do açaí como signo mediador da informação
DOI:
https://doi.org/10.5007/1518-2924.2026.e108797Palabras clave:
Semiótica, Mediação da Informação, signo, Açai, Cultura amazônicaResumen
Objetivo: Analisar a placa de açaí como signo mediador da informação no contexto amazônico paraense que busca compreender de que modo um artefato visual cotidiano articula dimensões sensoriais, culturais e comunicacionais, constituindo-se mediador na circulação de sentidos.
Método: A pesquisa caracteriza-se como qualitativa e documental, de natureza narrativo-interpretativa, fundamentada na análise semiótica de orientação peirceana. O corpus empírico foi constituído por cinco registros fotográficos de placas de açaí localizadas em diferentes pontos de Belém, examinados segundo as três tricotomias de Peirce (qualissigno–sinsigno–legissigno; ícone–índice–símbolo; rema–dicente–argumento). A investigação integrou descrição documental, interpretação narrativa e análise semiótica.
Resultado: Observou-se que a placa de açaí atravessa a sua função comercial e se apresenta em signo informacional impregnado de significações sociais. O vermelho predominante atua como qualissigno sensorial e ícone do fruto; sua presença física configura o sinsigno e o índice da oferta; e sua recorrência consolida o legissigno e o símbolo cultural que normatiza a leitura coletiva do sinal. O percurso interpretativo, do rema ao argumento, demonstra um processo informacional que se inicia na percepção sensível e culmina na convenção socialmente estabilizada.
Conclusões: Constatou-se que a placa de açaí expressa uma mediação enraizada na cultura local, em que o signo atua como elo entre experiência, fato e lei, articulando dimensões estética, pragmática e simbólica do cotidiano amazônico. Evidenciou-se que a semiótica peirceana constitui instrumento teórico-metodológico consistente para a Ciência da Informação, ao permitir compreender a informação como fenômeno relacional, situado e culturalmente mediado, ampliando o campo de análise para além das instituições formais.
Descargas
Citas
AÇAÍ DU MEGA. Perfil no Instagram. Disponível em: https://www.instagram.com/acai_du_mega/. Acesso em: 08 nov. 2025.
ALIÂNÇA AÇAÍ. X (antigo Twitter), 7 fev. 2019. Disponível em: https://x.com/Acai_Alianca_RM/status/1093634277776986113. Acesso em: 8 nov. 2025.
ALMEIDA JÚNIOR, O. F. de. Mediação da Informação e múltiplas linguagens. Tendências da Pesquisa Científica em Ciência da Informação, v. 2, n. 1, 2009.
ALMEIDA JÚNIOR, Oswaldo Francisco de. Mediação da informação: um conceito atualizado. In: BORTOLIN, Sueli; SANTOS NETO, João Arlindo dos; SILVA, Rovilson José da (Orgs.). Mediação oral da informação e da leitura. Londrina-PR: ABECIN, 2015.
CASTRO, Fábio Fonseca de. Intencionalidade, experiência banal e comunicação. Esboço de prospecção fenomenológica do quotidiano. Logos, v. 22, n. 2, 2015. DOI: https://doi.org/10.12957/logos.2015.19617
CASTRO, Jetur Lima de. Mediação da informação e autorrepresentação: resistência e emancipação social por meio de interferências nas contranarrativas audiovisuais de coletivos periféricos. 2025. 317 f. Tese (Doutorado em Ciência da Informação) - Faculdade de Filosofia e Ciências, Universidade Estadual Paulista (Unesp), Marília, 2025.
CAVALCANTE, Alcinéa. Macapá tem!. Disponível em: https://www.alcinea.com/macapa/macapa-tem-14. Acesso em: 24 ago. 2025.
CANCLINI, Néstor García. Culturas híbridas: estratégias para entrar e sair da modernidade. 4. ed. São Paulo: Edusp, 2008.
CLANDININ, D. Jean; CONNELLY, F. Michael. Narrative Inquiry: experience and story in qualitative research. San Francisco: Jossey-Bass, 2000.
DUNKER, C. I. L. Mediação na cura psicanalítica e na curadoria empática. In: PEREZ, C.; TRINDADE, E. (org.). Mediações: perspectivas plurais. Barueri: Estação das Letras e Cores, 2020.
ESCOBAR, Arturo. Territorios de diferencia: lugar, movimientos, vida, redes. Trad.: Eduardo Restrepo. Bogotá: Envión Editores, 2010.
GOVERNO DO ESTADO DO PARÁ. Sabores do Pará. Online Facebook. Disponível em: https://www.facebook.com/photo/?fbid=2797066790355776&set=pcb.2797067167022405. Acesso em: 24 ago. 2025.
HALL, Stuart. A identidade cultural na pós-modernidade. 11. ed. Rio de Janeiro: DP&A, 2003.
IBRI, I. A. Kósmos Noetós: a arquitetura metafísica de Charles S. Peirce. São Paulo: Paulus, 2015.
LISZKA, J. J. A general introduction to the semeiotic of Charles Sanders Peirce. Bloomington: Indiana University Press, 1996. DOI: https://doi.org/10.2979/1788.0
MAFFESOLI, Michel. O tempo das tribos: o declínio do individualismo nas sociedades de massa. 3. ed. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2001.
NÖTH, Winfried. Semiótica do século XX. 3.ed. São Paulo: Annablume, 2005.
PEIRCE, Charles Sa. Semiótica. São Paulo: Perspectiva, 2005.
PEREZ, Clotilde; TRINDADE, Eneus. Mediações Perspectivas plurais. Barueri – SP: Estação das letras e Cores, 2020.
RIESSMAN, Catherine Kohler. Narrative Methods for the Human Sciences. Thousand Oaks: Sage Publications, 2008.
SAVAN, David. An introduction to C. S. Peirce’s full system of semiotic. Toronto: Toronto Semiotic Circle, 1987.
SANCHES, G. A. R.; RIO, S. F. Mediação da informação no fazer bibliotecário no âmbito das ações culturais. InCID: Revista de Ciência da Informação e Documentação, Ribeirão Preto, v. 1, n. 2, p. 103-121, 2010. DOI: https://doi.org/10.11606/issn.2178-2075.v1i2p103-121
SANTAELLA, Lucia Santaella. O que é semiótica. São Paulo: Brasiliense, 2012.
SANTAELLA, Lucia Santaella. Semiótica aplicada. São Paulo: Cenage Learning, 2018.
SILVA, J. C.; GOMES, H. F. Conceitos de informação na Ciência da Informação: percepções analíticas, proposições e categorizações. Informação & Sociedade: Estudos, v. 25, n. 1, p. 157-157, 2015.
Descargas
Publicado
Cómo citar
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2026 Jetur Lima de Castro, Alessandra Nunes de Oliveira

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución 4.0.
El autor debe garantizar:
que existe un consenso total de todos los coautores para aprobar la versión final del documento y su presentación para su publicación.
que su trabajo es original, y si se han utilizado el trabajo y / o las palabras de otras personas, estos se han reconocido correctamente.
El plagio en todas sus formas constituye un comportamiento editorial poco ético y es inaceptable. Encontros Bibli se reserva el derecho de utilizar software o cualquier otro método para detectar plagio.
Todas las presentaciones recibidas para su evaluación en la revista Encontros Bibli: revista electrónica de biblioteconomía y ciencias de la información pasan por la identificación del plagio y el auto-plagio. El plagio identificado en los manuscritos durante el proceso de evaluación dará como resultado la presentación de la presentación. En el caso de identificación de plagio en un manuscrito publicado en la revista, el Editor en Jefe llevará a cabo una investigación preliminar y, si es necesario, la retractará.
Esta revista, siguiendo las recomendaciones del movimiento de Acceso Abierto, proporciona su contenido en Acceso Abierto Completo. Por lo tanto, los autores conservan todos sus derechos, permitiendo a Encontros Bibli publicar sus artículos y ponerlos a disposición de toda la comunidad.
Los contenidos de Encontros Bibli están licenciados bajo Licencia Creative Commons 4.0.

Cualquier usuario tiene derecho a:
- Compartir: copiar, descargar, imprimir o redistribuir material en cualquier medio o formato
- Adaptar: mezclar, transformar y crear a partir del material para cualquier propósito, incluso comercial.
De acuerdo con los siguientes términos:
- Atribución: debe otorgar el crédito apropiado, proporcionar un enlace a la licencia e indicar si se han realizado cambios. Debe hacerlo bajo cualquier circunstancia razonable, pero de ninguna manera sugeriría que el licenciante lo respalde a usted o su uso.
- Sin restricciones adicionales: no puede aplicar términos legales o medidas tecnológicas que restrinjan legalmente a otros de hacer cualquier cosa que permita la licencia.


















