As Conferências Nobel de Marie e Pierre Curie: a gênese da radioatividade no ensino

Marinês Domingues Cordeiro, Luiz Orlando de Quadro Peduzzi

Resumo


Neste artigo, discute-se a possibilidade da utilização didática das Conferências Nobel em sala de aula. Essas conferências têm essência pedagógica, são redigidas pelo próprio cientista em linguagem acessível ao público geral e estão disponíveis na página do Prêmio Nobel. Examina-se implicações educacionais de cunhos motivacional, histórico-epistemológico e conceitual vinculadas às conferências de Pierre e Marie Curie, sobre a radioatividade. Em termos motivacionais, faz-se o uso do glamour exercido pelas conferências, confrontando-as com fatos biográficos da vida do casal e suas histórias de superação. No sentido histórico-epistemológico, explora-se os diálogos das conferências com as categorias de visões deformadas do trabalho científico mapeadas por Gil-Pérez et al (2001) e as características da coerência global e da investigação do pensamento divergente, dois dos pontos de intersecção entre as epistemologias pós-positivistas, que também foram estudados pelos autores. Trabalha-se também com a noção de descoberta científica e sua legitimação, numa associação das conferências com Badash (1965) e Martins (1990, 1997, 2005). No âmbito conceitual, trata-se da conservação da energia e das teorias atômicas associando as conferências a trabalhos de Kragh (1997, 2000) e Martins (2003).

 


Palavras-chave


História e Filosofia da Ciência; Prêmio Nobel; radioatividade

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DOI: https://doi.org/10.5007/2175-7941.2010v27n3p473

 


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