A produção de uma estética para o reconhecimento do trabalho artesanal de tecelãs

Edla Eggert

Resumo


O artigo analisa três vivências produzidas num ateliê com um grupo de tecelãs. Estuda-se o processo de saber fazer toda a produção têxtil e com elas visibilizar essas experiências de trabalho milenar. Os argumentos teórico-metodológicos ancoram-se na pesquisa participante entremeada com a perspectiva feminista de visibilizar a história das mulheres envolvendo o ato de pesquisar como (auto)formador. A observação participante e as rodas de conversa possibilitaram  a recolha de material para a análise das vivências. Conclui-se que pesquisadoras e tecelãs produziram uma estética por meio de uma interface entre o ateliê e os espaços de formação em que as artesãs e as estudantes/professora foram desafiadas a pensar os processos de aprender e ensinar da Educação de Jovens e Adultos por meio do trabalho artesanal. 


Palavras-chave


Ateliê; Trabalho Artesanal; Mulheres; Visibilidade

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DOI: https://doi.org/10.5007/1807-1384.2016v13n3p222

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