African-origin games as an anti-racist pedagogical practice
DOI:
https://doi.org/10.5007/2175-8042.2026.e113190Keywords:
School physical education, African games, Structural racism, Anti-racist education, Cultural diversityAbstract
This study analyzed the contributions of games of African origin to the promotion of anti-racist pedagogical practices in school Physical Education, through a narrative literature review with a qualitative approach. The bibliographic survey was conducted in the Google Scholar, SciELO, and CAPES Periodicals Portal databases, using the descriptors school Physical Education, structural racism, anti-racist education, African games, and cultural diversity. Based on a critical and interdisciplinary perspective, the analysis understood the school as a space for civic education and confronting ethnic-racial inequalities. The literature analyzed shows that structural racism also manifests itself in the school environment, negatively impacting Black students. In this context, games such as Ampe, Terra e Mar, Mamba, and Pegue a Cauda present pedagogical potential to stimulate cooperation, respect for differences, and collective participation. Mediated by TGfU (Traditional Games for the University of São Paulo), they favor student protagonism, the development of social, emotional, and cultural competencies, and the implementation of Law No. 10.639/2003.
References
ALMEIDA, Silvio. Racismo estrutural. São Paulo: Pólen, 2019.
ARAÚJO, Jose Wagner de Lima; PAIVA, Andréa Carla de. Jogos africanos nas aulas de Educação Física: Contribuições à luz da abordagem crítico-superadora para a formação antirracista. Corpoconsciência, v.29, e20034, p.1-23, 2025. Disponível em: https://doi.org/10.51283/rc.29. e20034. Acesso em: 06 jun. 2026.
BETTI, Mauro. Educação física e cultura corporal de movimento: uma perspectiva crítica. São Paulo: Movimento, 2018.
BRACHT, Valter. A educação física escolar no Brasil. Ijuí: Unijuí, 2019. E-book. Disponível em: https://app.minhabiblioteca.com.br/books/9788541902892.Acesso em: Acesso em: 06 jun. 2026.
BRASIL. Lei nº 10.639, de 9 de janeiro de 2003. Altera a Lei nº 9.394/96 para incluir no currículo oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira”. Brasília, DF: Presidência da República, 2003. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/. Acesso em: 06 jun. 2026.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília, DF: MEC, 2018. Disponível em: https://basenacionalcomum.mec.gov.br/. Acesso em: 06 jun. 2026.
BUNKER, David; THORPE, Rod. The curriculum model. In: RINK, Judith (org.). Teaching games for understanding. Loughborough: University of Technology, 1986.
CARDOSO, Vinicius Felipe; LISBOA JÚNIOR, Iron Martins; SOUSA, Paulianny Mirelly Gonçalves de; INÁCIO, Huberto Luis de Deus. Pedagogia do esporte e a Educação Fisica escolar: possibilidades entre o teaching games for understanding (TGfU) e o minivoleibol. Motrivivência, Florianópolis, v. 36, n. 67, p. 1-17, 2023. Disponível em: https://doi.org/10.5007/2175-8042.2023.e93736. Acesso em: 06 jun. 2026.
CARNEIRO, Sueli. Dispositivo de racialidade: a construção do outro como não ser como fundamento do ser. São Paulo: Zahar, 2023.
CAVALLEIRO, Eliane. Do silêncio do lar ao silêncio escolar: racismo, preconceito e discriminação na educação infantil. São Paulo: Contexto, 2023.
CORDEIRO, Alexander Magno et al. Revisão sistemática: uma revisão narrativa. Revista do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, Rio de Janeiro, v. 34, n. 6, p. 428-431, 2007. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S0100-69912007000600012. Acesso em: 06 jun. 2026.
DAOLIO, Jocimar. Da cultura do corpo. 17. ed. Campinas: Papirus, 2013.
DARIDO, Suraya Cristina. Educação Física na escola: conteúdos, suas dimensões e significados. São Paulo: Unesp, 2012.
ESPAÇO DO CONHECIMENTO UFMG. Jogos africanos. Belo Horizonte: UFMG, 2022. Disponível em: https://www.ufmg.br/espacodoconhecimento/. Acesso em: 06 jun. 2026.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996.
GELEDÉS — Instituto da Mulher Negra. Jogos e brincadeiras africanas. São Paulo: Geledés, 2015. Disponível em: https://www.geledes.org.br/. Acesso em: 06 jun. 2026.
GIL, Antonio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2002.
GOMES, Nilma Lino. O movimento negro educador. Petrópolis: Vozes, 2017.
HOOKS, Bell. Ensinando a transgredir: a educação como prática da liberdade. Tradução de Marcelo Brandão Cipolla. São Paulo: Martins Fontes, 2013.
INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE). Brincadeiras e jogos africanos. IBGE Educa, [s.d]. Disponível em: https://educa.ibge.gov.br/professores/educa-atividades/20780-jogos-e-brincadeiras-africanos-2.html.Acesso em: 06 jun. 2026.
KUNZ, Elenor. Transformação didático-pedagógica do esporte. 8. ed. Ijuí: Unijuí, 2014.
MALDONADO, Daniel Teixeira; COELHO, Márcio Cardoso; SOUZA, Priscila Moreira Magalhães; BASTOS, Jadeh Moura Vieira. Tematização dos jogos e brincadeiras nas aulas de Educação Física no ensino médio: experiências em uma perspectiva intercultural e antirracista. Corpoconsciência, Cuiabá, v. 25, n. 1, p. 39–63, 2021. Disponível em: https://doi.org/10.51283/rc.v25i1.10920. Acesso em: 06 jun. 2026.
MALDONADO, Daniel Teixeira. Educação Física antirracista no ensino médio integrado: Diálogos com currículo crítico-libertador. Temas em Educação Física Escolar, Rio de Janeiro, v.8,jan/dez. p. 02-27.2023. Disponível em: https://doi.org/10.33025/tefe.v8i1.3903.Acesso em: 08 jun. 2026.
MARQUES, João Paulo. Amarelinha africana. Todo Estudo, 2021. Disponível em: https://www.todoestudo.com.br/. Acesso em: 06 jun. 2026.
MELO, Pedro Henrique Ferreira de. Jogos de matriz africana e afro-brasileira nas aulas de Educação Física através de intervenções do Programa Residência Pedagógica. Revista Pedagogia, v. 29, n. 140, 23 nov. 2024. Disponível em: https://doi.org/10.69849/revistaft/th102411231324. Acesso em: 06 jun. 2026.
MINAYO, Maria Cecília de Souza. O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde. São Paulo: Hucitec, 2001.
MONTEIRO, Pamela Tavares; ANJOS, José Luiz dos. A Educação Física e a identidade étnico-racial: o estado da arte nas revistas brasileiras de Educação Física. Motrivivência, Florianópolis, v. 32, n. 61, p. 1-20, 2020. Disponível em: https://doi.org/10.5007/2175-8042.2020e62154. Acesso em: 06 jun. 2026.
MUNANGA, Kabengele. Rediscutindo a mestiçagem no Brasil. Belo Horizonte: Autêntica, 2023.
NOVA ESCOLA. Jogos africanos na Educação Física escolar. São Paulo: Nova Escola, 2022. Disponível em: https://novaescola.org.br/. Acesso em: 06 jun. 2026.
QUIJANO, Aníbal. Colonialidade do poder, eurocentrismo e América Latina. In: LANDER, Edgardo (org.). A colonialidade do saber: eurocentrismo e ciências sociais perspectivas latino-americanas. Buenos Aires: CLACSO, 2005. p. 107-130. Disponível em: https://biblioteca.clacso.edu.ar/clacso/sur-sur/20100624103322/12_Quijano.pdf. Acesso em 06 jun. 2026.
REVERDITO, Riller Silva; GALATTI, Larissa Rafaela; SCAGLIA, Alcides José. Jogos esportivos coletivos e práticas pedagógicas na escola. Campinas: Papirus, 2022.
RIBEIRO, Djamila. Pequeno manual antirracista. São Paulo: Companhia das Letras, 2019.
ROTHER, Edna Terezinha. Revisão sistemática x revisão narrativa. Acta Paulista de Enfermagem, São Paulo, v. 20, n. 2, p. 5-6, 2007. Disponível em: http://dx.doi.org/10.1590/S0103-21002007000200001. Acesso em: 06 jun. 2026.
Downloads
Published
How to Cite
Issue
Section
License
Copyright (c) 2026 Motrivivência

This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike 4.0 International License.
Os autores dos textos enviados à Motrivivência deverão garantir, em formulário próprio no processo de submissão:
a) serem os únicos titulares dos direitos autorais dos artigos,
b) que não está sendo avaliado por outro(s) periódico(s),
c) e que, caso aprovado, transferem para a revista tais direitos, sem reservas, para publicação no formato on line.
Obs.: para os textos publicados, a revista Motrivivência adota a licença Creative Commons “Atribuição - Não Comercial - Compartilhar Igual 4.0 Internacional” (CC BY-NC-SA).